sexta-feira, 3 de abril de 2015

FELIZ

  • No nosso cotidiano temos muitas coisas que nos incomodam, e não raro são aspectos e comportamentos de outras pessoas. Isso acaba se tornando um ciclo vicioso e um alimento poderoso para a ruminação.
    Temos que deixar ir os incômodos sem importância, e levar a vida com mais leveza.
    Muitas coisas não nos afetam em nenhuma instância, mas só de ver e presenciar, nos sentimos incomodados.
    É o jeito de alguém falar, uma mentira que vive contando, a fofoca que faz de outras pessoas.
    Termos que deixar ir, fazer ouvidos de mercador e se preocupar com coisas que realmente nos dizem respeito.
    Não fique lutando batalhas inúteis, querendo mudar as pessoas.
    Pare de julgar e condenar e aceite as pessoas como são, mesmo que você não goste.
    Algumas coisas erradas acontecem e não temos qualquer controle. Temos que deixar ir, evitando que isso se aloje de maneira perniciosa na nossa mente como uma goma de mascar.
    Não dê tanta importância a coisa que não tem mesmo tanta importância.
    Olhe mais para o seu caminho, cuide das suas coisas, cuide de si mesmo.
    Cuide dos seus projetos, seus sonhos e procure realizar o seu potencial.
    Deixe que cada um cuide da própria vida. Não se meta na vida alheia, seja para criticar, julgar ou fofocar.
    Não se meter não implica em deixar de ajudar. Temos que estar perto dos amigos e familiares e ajudar quando for preciso.
    Pessoas queridas nos procuram por aconselhamentos e devemos oferecer generosamente os nossos ouvidos. Ouvir sem criticar, ajudar a pensar, ponderar e cuidadosamente sugerir algum caminho.
    Temos que nos preocupar com as outras pessoas sim, mostrar compaixão, oferecer ajuda, sem no entanto, querer muda-las, se intrometer ou mesmo paternalizar.
    Cada um deve cuidar dos seus problemas, e nós já temos de sobra.
    R.S. Beco
    Percebo que a grama é sempre verde onde costumo jogar a água suja dos cachorros.
    Me dou conta de que um pouco da nossa ação, e a fé na natureza pode produzir bons resultados.
    É claro que eu quero a grama sempre verde, e quero que meus sonhos e projetos prosperem, mas devo sempre me lembrar que tenho que fazer a minha parte.
    A vida pode ser abundante, mas nada cai de bandeja, temos que fazer um esforço, executar um mínimo movimento.
    Se você quer que a vida ande para frente, precisa estar em movimento, fazendo algo, realizando algum sonho.
    Não tenho dúvidas que o caminhar tem seus percalços, e eu mesmo fico desanimado de vez em quando. Mas é o que é, e temos que seguir adiante.
    Perceba os mais singelos resultados de suas ações. Há muita coisa a se fazer, e nós podemos efetivamente influir nos nossos destinos. Temos que assumir aquilo que está no nosso alcance.
    A grama sempre verde é desejável, e bastante possível com um pequeno esforço da nossa parte.
    O nosso crescimento pessoal é assim, e a bola está conosco, é preciso assumir a responsabilidade.
    Difícil não deixar de notar a grama do vizinho, sempre mais verde, e esse impulso natural das comparações é um desastre, ingrediente principal da infelicidade.
    Temos que trabalhar no nosso terreno, na nossa construção, e aquilo que acontece com o nosso vizinho deve ser captado muito sutilmente pela nossa visão periférica.
    A nossa mente tem uma capacidade de eliminar os spams, inputs irrelevantes, e nós temos que, deliberadamente, incluir esse tipo de informação na lista de spams.
    Faça o seu voo próprio, pilote o carro da sua vida olhando para o próprio painel, do contrário, é colisão na certa.
    Aprecie as coisas boas, e especialmente os bons resultados de suas ações.
    Saboreie o que já deu certo, e seja feliz.                                                                               R.S. Beco
    Não crie tanta dependência de outras pessoas. Viva a vida por você. Faça por você, e assuma a responsabilidade sobre a sua felicidade.
    Queremos cuidar muito dos outros, e mais grave do que isso, ficamos permanentemente bisbilhotando a vida dos outros, como se aquilo que se passa com os outros fosse mais importante que aquilo que acontece conosco.
    Aquele que vive se metendo na vida dos outros, mostra inequívoca evidência de que a sua própria vida é conduzida de maneira medíocre e negligente.
    Temos que concentrar esforços em enriquecer a própria vida, cuidar do próprio caminho, os seus projetos pessoais, as suas realizações.
    O que o outro faz, diz, consegue, compra, vende, realiza, é completamente marginal na definição da nossa felicidade.
    Não podemos dirigir o nosso carro olhando o cockpit do carro do lado, vamos acabar batendo o nosso carro num poste. Similarmente, vamos afundar o nosso navio, vamos arruinar a nossa colheita, vamos perder a oportunidade de realizar a própria vida.
    A pessoa mais importante é você mesmo – cuide mais de si próprio. Se preocupe com os seus sonhos e desejos. Cuide de realizar o seu projeto de vida.
    Viva intensamente o único momento em que as coisas acontecem realmente – o momento presente.
    Se concentre naquilo que está fazendo exatamente agora, não importa o que seja.
    Preste muita atenção, busque significado, faça melhor, e faça por você.
    Atenue também as expectativas que tem das outras pessoas. Aceite-as como são, e não crie condicionamentos entre a sua vida e a atitude e comportamento de outras pessoas.
    Uma maneira boa de ver se você conseguiu fazer isso, é repassar na sua memória, os seus desapontamentos que tem das outras pessoas – isso é sinal de que ainda alimenta expectativas irrealistas das outras pessoas. Trabalhe esse aspecto, para o seu bem.
    Veja quanto tempo você desperdiça julgando os outros, criticando, fofocando e bisbilhotando – dedique esse tempo precioso no seu próprio crescimento. É como deixar de jogar dinheiro no lixo e passar a investir na sua própria felicidade e bem estar.
    Você é o maior responsável pela sua vida – cuide bem.                                                           R.S. Beco
    Pessoas felizes se parecem, e aquelas infelizes, o são a seu modo, é o que sempre ouvi dizer.
    Podemos imitar a atitude e comportamento de pessoas felizes, e traduzo um pouco do que li no blog de Marc&Angel exatamente sobre o tema, conteúdo que faz parte do livro que escreveram, “1000 little things happy, successful people do differently”.
    O que as pessoas felizes nunca fazem?
    1- Não se metem na vida dos outros, e param de tomar conta do que os outros fazem ou não fazem. Caminham o seu próprio caminho, pois sabem que a insegurança pode surgir, ao se comparar com os outros. Pessoas felizes estão entretidas com a sua voz interior, e não se deixam intimidar por coisas que venham de forma, drama, críticas e coisas que possam perturbar a sua paz interior.
    2-Não buscam validação nem são dependentes do valor que outros lhe atribuem. O contentamento está em seguir os seus próprios desejos, sem querer impressionar os outros, nem competir por respeito ou valor. Não deixam os outros definirem a sua vida, nem que julguem ou condenem aquilo que fazem. Lembre-se, aqueles que te aceitam são os seus verdadeiros amigos.
    3-Não contam com os outros e nem fatores externos para a própria felicidade. A felicidade pode estar no gap entre o que temos e o que precisamos. O fato é que não precisamos de nada para ser feliz agora. Olhe para a vida com o olhar de satisfação e contentamento.
    4-Não guardam ressentimentos, e fazem que hoje seja um marco, o dia que se liberaram dos ressentimentos do passado. Não feche o livro, simplesmente vire a página. Perdoe e permita que o perdão cure as feridas e te libere para seguir o caminho do crescimento pessoal.
    5-Não passam longos tempos se contaminando em ambientes negativos. Caia fora da negatividade, coisas, pessoas e ambientes que te puxam para baixo. Você não precisa de influências nem pensamentos negativos. Não vai te ajudar em nada.
    6-Não ficam resistindo à verdade. Quem não aceita a verdade tem sempre a mentira. Evite desperdiçar o seu tempo construindo e protegendo suas mentiras. Aceite a verdade, de cara, e aprenda a lição.
    A verdade pode ser dura, mas é a verdade.                                                                            R.S. Beco

    Gastamos muita energia lutando para mudar a nossa realidade, correndo para ver as coisas diferentes, fazendo as coisas acontecerem.
    No fundo, gastamos pouco tempo aproveitando o mundo tal qual ele é hoje.
    Muito ímpeto transformador nos limita para usufruir o agora, o que está ocorrendo exatamente naquilo que está fazendo.
    Se mudarmos a nós mesmos, o mundo à nossa volta vai mudar. Não porque temos um poder imenso, mas porque vamos enxergar o mundo de maneira diferente, e só isso vai fazer muita diferença.
    Nesse sentido, os ensinamentos de Gandhi são fantásticos. O primeiro é mudar a si mesmo, e você deve ser a mudança que quer no mundo. Mudamos a forma de ver, e essa clareza, aliada ao equilíbrio emocional, nos permitirão tomar as ações que estão no seu controle.
    Assuma o controle de sua vida, e não deixe o barco à deriva, tomado pelas influências exteriores.
    Perdoe, pois isso é a opção dos fortes. Os fracos não conseguem perdoar, não tem essa capacidade.
    Podemos sempre contar com a Força Superior, mas temos que fazer a nossa parte, e agora, com a vista menos nublada, temos condições de enxergar as ações clamam por serem executadas.
    Cuide com carinho e aproveite este exato momento. Cuide do agora e estará cuidando da vida, de si próprio, pois tudo que acontece na nossa vida, o faz agora. O passado está na nossa lembrança, e o futuro na nossa imaginação – aproveite o momento presente.
    Use toda a sua energia e não desista dos seus sonhos – se você acredita, persista.
    Seja autêntico, seja você mesmo, uma pessoa melhor a cada dia.
    Seja generoso e enxergue o valor em cada pessoa. Fortaleça os laços com seus entes queridos.
    Acorde de manhã e se determine a fazer a sua parte para melhorar o mundo à sua volta, e faça isso cuidando de si mesmo, fazendo o que está ao seu alcance.                                                                                                 R.S. Beco
    Não sou responsável por tudo nesse planeta. Não tenho tanto poder assim.
    Não respondo pelos atos dos outros, e nem posso controlar aquilo que decidem fazer.
    Não tenho controle e devo abdicar de querer que as pessoas se moldem ao nosso modelo de perfeição.
    Tenho que assumir a responsabilidade sobre a minha vida e minhas escolhas. Devo assumir os desdobramentos e repercussões de minhas ações, e já é muito.
    Essa noção distorcida da responsabilidade nos traz os pensamentos neuróticos ligados à culpa, raiva e ressentimentos.
    Não podemos responder por tudo que acontece de errado no planeta.
    Podemos fazer a nossa parte, ajudar a limpar o planeta e evitar que nossas ações comprometam os recursos das próximas gerações, mas a nossa responsabilidade é limitada.
    Não encha a paciência dos outros e deixe que levem as sua vidas e façam suas escolhas.
    O outro lado dessa distorção é achar que os outros são responsáveis pelo nosso destino, a nossa felicidade.
    Sou infeliz porque os meus familiares são inconsequentes.
    Não tenho uma carreira decente porque o meu chefe é uma pedra no meu sapato.
    Não tenho um emprego promissor porque o ensino que recebi não me preparou adequadamente.
    As outras pessoas não te trarão a felicidade se você mesmo não assumir o timão da sua vida.
    Como diz o ditado: ”Deus quer te abençoar, mas você precisa fazer a sua parte”.
    Focalize naquilo que você precisa corrigir e aprender e parta para a ação. Procure ser uma pessoa melhor, um dia de cada vez.
    Deixe de lado os defeitos dos outros. O julgamento que fazemos do caráter dos outros nubla a imagem que fazemos de nós mesmos.
    Fique com aquilo que está ao seu alcance fazer, e nesse sentido, assuma a plena responsabilidade.
    Aceite a vida, e aceite os encargos que ela traz.
    Seja feliz, no comando da própria vida.                                                                                                 R.S. Beco
    Impressionante é a calma que experimentamos quando passamos a cuidar mais de si mesmo, deixando de lado aqueles problemas que não são da nossa conta.
    Paramos de querer controlar a vida dos outros, abandonamos a ideia de que somos poderosos, braço direito de Deus, aquele que é responsável por tudo que não tem responsável nesse mundo.
    Quando deixamos de lado tantas atribuições que não são nossas, realmente vem uma calma desconcertante, e temos que aprender a lidar com isso.
    Não é que sentimos falta da loucura que havíamos criado para nós mesmos.
    Tampouco preferimos uma vida repleta de problemas imaginários, ao invés de cuidar das poucas e importantes questões da própria vida.
    O fato é que, momentaneamente, a vida se esvazia quando nos livramos de tanto entulho desnecessário.
    É como se tirássemos os tijolos da nossa mochila, e de repente ela parece vazia. Vasculhamos o interior da mochila, sem entender porque tanto espaço vazio. Temos um sentimento que lembra uma tristeza, uma melancolia, um não sei o quê.
    Temos que levantar a cabeça imediatamente, porque esse sentimento é inadequado, e pode te estimular a pegar de volta os problemas dos outros, ou voltar a se preocupar com as besteiras da vida alheia.
    A melhor coisa que fazemos nessa hora é encher a nossa vida com aquilo que realmente faz sentido para nós.
    Se volte para si mesmo imediatamente.
    O que você gosta? Recupere alguma atividade que praticava com o maior prazer, mas acabou descontinuando por conta da tsunami.
    De quem você gosta? Procure reatar com pessoas das quais se distanciou quando os problemas tomaram conta do seu cotidiano.
    O que você quer fazer no futuro? Retome os projetos futuros que havia deixado de lado quando a tempestade era iminente.
    A calma inexplicável é um bom sinal, e você não deve se preocupar, ou mesmo se culpar por estar abandonando ou se desligando.
    Temos mesmo é que se desligar dos problemas dos outros e cuidar de si próprio.
    Depois que a tempestade passa, temos que recolher as nossas coisas, consertar as nossas coisas, cuidar das nossas prioridades.
    R.S. Beco
    Estamos todos nessa empreitada de crescimento pessoal. Queremos todos ser uma pessoa melhor a cada dia. Não consigo me lembrar de ninguém que tenha me dito que o seu objetivo é piorar um pouco a cada dia.
    No entanto, estar compenetrado nessa jornada é um tanto difícil, especialmente quando tratamos das outras pessoas.
    Temos um péssimo hábito de apontar para os outros, atalhos que devem seguir para o próprio crescimento pessoal.
    Parece o jogo dos sete erros. Mal olhamos para outrem e somos capazes de apontar sete defeitos.
    E junto com os defeitos vem na cabeça a maquinação de recomendações. Acho que você devia fazer isso. Acho que você devia mudar a sua atitude e seu comportamento.
    Não somos oniscientes e não somos juízes do mundo.
    Quem sabe da vida do outro é o outro.
    Quando digo atalho, é porque temos uma impaciência com os outros quando se trata de crescimento e aprimoramento.
    Veja o caso dos nossos filhos.
    É certo que temos que criar, educar e orientar. Mas depois de uma certa idade, eles devem seguir o caminho que acreditam ser o melhor.
    Damos conselhos sim, mas devemos evitar apontar para os atalhos que supostamente enxergamos.
    Quando tratamos da esposa, companheira, namorada, aí então somos os mestres dos atalhos. A outra pessoa está seguindo um caminho na vida, mas logo enxergamos atalhos, e muitas vezes tortuosos.
    Temos que perder a mania de controlar a vida dos outros, pois quando olhamos no espelho, nos damos conta que estamos descuidando do nosso próprio caminho, nossas decisões e escolhas.
    Quem dá muitos palpites para o piloto do barco do outro, vai acabar batendo na pedra.
    Quem disse que sabemos o que é bom para os outros?
    Somente a nossa prepotência é capaz de chegar a essa brilhante conclusão.
    Olhe sempre para o seu caminho, esteja atento para os buracos na sua mirada, e cuida sua própria vida.
    Olhar muito para vida dos outros têm dois desdobramentos perniciosos. O primeiro é quando o outro se dá bem, e aí ficamos com inveja. O segundo é quando o outro se dá bem, e aí ficamos maldosamente satisfeitos. Enfim, é uma doença.
    A felicidade está na nossa realização, e é onde deveríamos colocar a nossa energia e a nossa atenção.
    R.S. Beco
    Parece uma força quase incontrolável, mas temos esse ímpeto de se meter na vida alheia.
    Nem bem tomamos conhecimento de uma notícia (fofoca) de outrem e já estamos especulando, querendo saber mais, tomar posição, criticar e deitar regras para tudo quanto é lado.
    Temos que nos conter nessa inclinação quase natural. Digo natural, pois acho que não é privilégio meu detectar esse defeito de caráter em mim mesmo.
    Procuro evitar, e sempre que me dou conta que estou me deixando levar por esse impulso, firmo pé e pulo fora deste jogo.
    É uma corrente de muito elos. Falamos de um, engatamos na vida de outro e logo estamos falando inclusive dos desconhecidos e até dos mortos.
    Uma chamada de atenção que aplico para mim mesmo é: o que eu tenho a ver com isso?
    Me faço esta pergunta, toda vez que o clima se encaminhar para o rosário de comentários da vida alheia.
    Se eu não tenho nada a ver com isso, seria uma perda total de tempo e energia amarrar o burro no tronco alheio.
    Quem cuida muito da vida alheia certamente está descuidando da sua própria vida, e eu não quero incorrer neste erro primário.
    A vida é muito curta para desperdiçar vivendo a vida dos outros.
    Será que a minha vida é tão desinteressante que eu tenho que me debruçar sobre a vida dos outros?
    Acredito que a melhor maneira de se livrar desse defeito é enriquecer a própria vida permanentemente, a cada momento, em todas as nossas atividades.
    Quero ter uma vida rica, plena e repleta, e para isso, devo aproveitar todo o tempo que me foi concedido, e sei que é pouco.
    Tenho certeza que não vou me arrepender de aproveitar a vida quando chegar ao final dela.
    Acredito que seria uma decepção tremenda saber ao final da caminhada, que tomei tantos atalhos e me ocupei com tantas coisinhas inúteis, que a caminhada ficou miúda, torta e sem chegada.
    Quero chegar, quero ser feliz e quero me ocupar com as coisas que dão sentido à minha vida.
    R.S. Beco
    Em muitas ocasiões entramos sempre para perder.
    Às vezes já sabemos de antemão que vamos perder – mas estamos no piloto automático.
    Nem pensamos mais se é uma batalha perdida.
    Nem avaliamos se estamos ou não jogando o nosso tempo e paciência literalmente no lixo.
    Acontece assim quando queremos mudar o outro. Queremos dar uma de juiz, o sabichão, o ajudante de Deus, e nos metemos a querer mudar o que está totalmente fora do nosso controle.
    Queremos dar palpite em como as pessoas conduzem suas vidas, com o firme propósito de que sigam aquilo que julgamos correto – afinal nós é que sabemos o que é correto.
    Queremos ir contra a corrente, mesmo que isso signifique pular dentro do rio, nadar contra a corrente, como se isso pudesse inverter o sentido do fluxo.
    Quantas batalhas como essa nos metemos sabendo que vamos perder.
    No final, isso acaba virando um hábito, um defeito, um comportamento destrutivo para nós mesmos.
    Outro dia, dentro de um avião, não pude evitar ouvir um discurso inflamado de uma senhora, indignada com os serviços da companhia aérea – eu não vi nada de errado.
    Mas ela queria ofender os demais passageiros, como se fôssemos culpados pela dita negligência da empresa aérea. Tenho pra mim, que ficou nisso, ao sair do avião ela deve ter ido para casa normalmente, sem reclamar para quem de direito.
    Uma batalha perdida, antes mesmo do início.
    Um caso totalmente diferente presenciei no supermercado. Um senhor, indignado com uma prática de apresentação de preços, estava discutindo com o caixa. Eu, ao acompanhar a discussão, dei toda a razão a ele. Pois ele passou pelo caixa e imediatamente ligou para o Procon, órgão de defesa do consumidor. O fato é que funcionou. Eu retornei ao mesmo supermercado no período da tarde e eles já haviam corrigido a anormalidade.
    Vejo que é raro alguém fazer o que tem que ser feito. Normalmente deixam passar, ou tomam a providência errada e não efetiva.
    Desses dois eventos, eu aprendi que há batalhas que vale a pena se meter, principalmente quando sabemos as providências que temos que tomar.
    Mas aprendi que é inútil acreditar que podemos mudar as pessoas, simplesmente porque discordamos delas ou de seus comportamentos. São batalhas que entramos para perder.
    Aprendi também que o melhor uso que faço do meu tempo é procurar mudar a mim mesmo. Buscar o meu aprimoramento.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Fofocas – Por que as pessoas gostam de falar da vida das outras?

Fofocas – Por que as pessoas gostam de falar da vida das outras?

Conheça os 4 principais motivos que levam as pessoas a falarem (mal) uma das outras. A psicologia explica porque existe tanta fofoca.
Olá amigos!
Eu moro em uma cidade do interior de Minas desde pequeno, com exceção de alguns períodos fora para estudo e trabalho. A minha cidade, para vocês terem uma ideia é uma das menores do país com apenas 57 km²  e cerca de 42 mil habitantes. Começo este texto dando esta singela informação porque em cidades menores a tendência à fofoca é evidentemente muito maior.
Como no filme de Lars Von Trier, Dogville, é como se as paredes das casas não existissem. É como se a separação entre o público e o privado não tivesse sido construída no século XVII e XVIII, ou seja, as pessoas passam pelas casas e sabem o que acontece dentro, paredes transparentes pelas fofocas.
A questão que vamos abordar neste texto é: Por que as pessoas gostam de falar da vida das outras? Por que há tanto interesse nisso?
Bem, existem 4 motivos principais que podem ser levantados. Como acontece na psicologia, cada caso será um caso. Cada pessoa que fofoca pode ter um dos motivos (ou vários dos motivos) que esclarecemos abaixo.
fofoca-psicologia

1) Projeção

A projeção é um conceito da psicologia analítica de Jung. Jung afirmava que os conteúdos psíquicos inconscientes (desconhecidos da consciência) são projetados para fora, nos outros e nas coisas, nos objetos.
Um exemplo citado em um de seus livros é bastante interessante. Um religioso, em seu longo processo para se tornar padre, tinha uma grande fixação pela história e pela figura de Judas. A ponto de ficar obcecado com o problema de sua salvação:
“Será que Judas teria sido salvo? Sendo ele um traidor, teria tido a redenção no pós-morte? Afinal, o seu erro (que tinha levado à crucificação) também teria levado à redenção dos pecados do mundo”…
E durante um longo período, o religioso se fez tais questões. Até que, finalmente, abandonou a religião e se tornou ele mesmo “um traidor do Cristo”.
Moral da história: embora não seja uma fofoca, é claro, esta pequena história nos dá o indício de uma das possíveis causas. O religioso tinha um profundo interesse na história de Judas porque ele projetava as suas próprias questões na história dele. Em outras palavras, ele estava pensando se, saísse da religião, ele seria considerado um traidor. E, se fosse considerado um traidor, se teria salvação.
De forma que as suas questões internas mais profundas estavam projetadas na história do outro. Era como se ele vivenciasse o seu dilema projetando-o na história de Judas.
Na famosa frase de Jung, também podemos entender o mesmo princípio: “Tudo que nos irrita nos outros pode nos levar a um melhor conhecimento de nós mesmos

2) Maledicência

Um aspecto mais terrível da fofoca é o que podemos chamar de maledicência: gostar de falar mal, de inventar mentiras, de caluniar, de ofender ou denegrir. Embora as razões para tanto possam ser as mais variadas, é bastante provável que as suas causas profundas residam em aspectos de rivalidade. Rivalidade que, no fundo, acaba estando relacionada com o complexo de inferioridade.
Uma pessoa que esteja equilibrada emocionalmente não possui necessidade de falar mal das demais. Mas alguém que esteja se sentindo por baixo, pode passar a se sentir (de maneira ilusória) um pouco melhor falando mal de uma outra. É aquela tendência que vemos tanto de rebaixar o outro ou a outra para se sair melhor, para parecer bem, para se sobressair.
Há uns dias atrás eu publique na nossa página do facebook, a seguinte historia de Gandhi:
Quando Gandhi estudava Direito na Universidade de Londres tinha um professor, Peters, que não gostava dele, mas Gandhi não baixava a cabeça. Um dia o prof. estava comendo no refeitório e sentaram-se juntos.
O professor disse: – Sr. Gandhi, você sabe que um porco e um pássaro não comem juntos?
- Ok, Professor já estou voando e foi para outra mesa.
O professor aborrecido resolve vingar-se no exame seguinte, mas ele responde, brilhantemente, todas as perguntas. 
Então resolve fazer a seguinte pergunta: – Sr. Gandhi, indo o Sr. por uma rua e encontrando uma bolsa, abre-a e encontra a sabedoria e muito dinheiro. Com qual deles ficava?
- Claro que com o dinheiro, Prof.!
- Ah! Pois eu no seu lugar ficaria com a sabedoria.
- Tem razão prof, cada um ficaria com o que não tem!
O professor furioso escreveu na prova “IDIOTA” e lhe entregou.
Gandhi recebeu a prova, leu e voltou:
- Prof. o Sr. assinou a prova, mas não deu a nota!
Esta pequena passagem da vida de Gandhi nos dá um excelente exemplo de que as pessoas que tem algum tipo de rivalidade ou preconceito (como o professor que provavelmente não gostava de Gandhi por ser ele indiano), fazem de tudo para tentar colocar as outras pessoas para baixo. Na história, o professor procura fazer isto diretamente. Na fofoca, o mesmo é feito indiretamente.

3) O gosto pela tragédia

Há uns dois anos, estávamos viajando de São Lourenço para São José dos Campos de ônibus. No meio da Dutra, houve um acidente com um caminhão que tombou do lado direito da pista. Um senhor que estava à nossa frente, ficou dizendo quase que contente com a tragédia:
” – Acabou de acontecer! Acabou de acontecer! Acabou de acontecer!”
É comum criticar os jornais sensacionalistas e sangrentos por noticiarem apenas tragédias e desastres. Mas o que nem sempre nós percebemos é que muitas e muitas pessoas tem um enorme gosto pela tragédia, como este senhor que aparentava alegria por presenciar um acidente que acabou de acontecer.
É curioso saber que o noticiário negativo não é moderno, não começa com a TV. Desde que Gutemberg inventou a imprensa, os jornais já traziam notícias bizarras e ruins, porque os seus produtores sabiam que era o que vendia.
Voltando às fofocas, este gosto duvidoso é também uma das fontes para se falar dos outros. Não existem levantamentos estatísticos sobre a proporção notícias negativas e positivas, mas é certo dizer que as notícias negativas ganham, nem que sejam meio inventadas.

4) A necessidade humana de contar histórias

Muitas fofocas são invenções. Como diz aquele fofoqueiro profissional: “Eu aumento, mas não invento”. Quer dizer, ele não conta exatamente como foi, aumenta um pouco, transforma aqui e ali, exagera em um ponto. Porém, o limite do aumentar não existe.
Nas brincadeiras infantis, aprendemos como o “telefone sem fio” acaba transformando totalmente uma história original. Por exemplo, uma adolescente aparece com marcas de chupões no pescoço e, poucas horas depois, diz-se que teria sido estuprada, que o agressor já estava sendo procurado pela polícia e por aí vai…
Aqui em Minas, falamos que gostamos de um causo, de contar uma história, uma piada. E, este, creio é um dos motivos de as pessoas contarem fofocas. Como seres humanos, gostamos de contar um causo, um mito, uma fantasia, a história de um filme, de uma novela.
Se vamos estudar uma teoria, entendemos melhor por exemplos, não é mesmo?

Conclusão

Na tabula smargardina, um antigo texto alquímico que também estudamos na psicologia analítica de Jung, existe a ideia de que: “Tudo é duplo, tudo tem dois polos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados”.
Esta frase, este paradoxo absurdo, nos ajuda a entender a melhor frase que encontrei sobre a fofoca. Pois eticamente é evidente que a fofoca (olhando os motivos acima) não pode ser elogiada. Entretanto, como tudo, pode dar vazão ao autoconhecimento. A frase é: “Fofocar sobre os outros é certamente um defeito, mas é uma virtude quando aplicada a si mesmo”.

Quando uma pessoa está triste, o cenário nunca é feliz

Quando uma pessoa está triste, o cenário nunca é feliz

Lendo o livro Nada a fazer, nenhum lugar a ir, de Thich Nhat Hanh, encontrei esta frase do poeta vietnamita Nguyen Du: “quando uma pessoa está triste, o cenário nunca é feliz”. Quando eu escrevia poesias, certa vez eu pensei: “os humores mudam as cores do mundo”.
Algumas pessoas dizem que veem auras, cores sobre as cabeças das pessoas que refletem o seu estado mental e emocional, agora e ao longo dos anos. Quem não vê não acredita que haja a possibilidade de ver. De toda forma, deve ser interessante como as cores são reflexos dos pensamentos e sentimentos. Na linguagem dizemos que quem está apaixonado vê o mundo cor-de-rosa e quem está deprimido vê tudo cinza.
O que mais me marcou ao longo destes 8 anos (quase 9) de experiência como psicólogo clínico é a comprovação das diferenças individuais.
Todos os objetos do mundo são objetivos mas não são os mesmos para todas as pessoas. A lua, por exemplo, para um representa a paixão, para outro a loucura (sabia que os crimes aumentam quando é lua cheia?) e para outro é um corpo celeste com certa massa, um satélite da terra. Embora cada um pense que vê a lua como ela é, cada um vê a lua conforme o seu si-mesmo.
Por isso Nguyen Du está completamente certo. A paisagem mais linda do mundo será lúgubre para quem está mal.

Quando uma pessoa está triste, o cenário nunca é feliz

Ainda que o cenário seja perfeito, portanto, a pessoa continuará triste. Mudar de casa, mudar de relacionamento, mudar de trabalho, de cidade, de estado, de país. Nada disso adianta. O cenário muda. A pessoa continua como está. É como a famosa frase de Jung: “quem olha para fora, sonha, quem olha para dentro, desperta”.
Em um sonho, não sabemos que estamos sonhando. A não ser casos especiais e raros, como são os sonhos lúcidos
Mas, em geral, não sabemos que estamos sonhando e vivemos o sonho como uma realidade. Ao acordarmos, vivemos a realidade de maneira igual. Não percebemos que o que vemos fora, está dentro. Se estamos de mal com a vida, a vida nos parecerá má. Se estamos bem, teremos prazer de viver.
Tudo isso pode parecer muito simples. Quem é do tipo mais lógico-racional (o tipo pensamento na classificação de Jung), talvez queira ver mais pensamento, mais conceitos, mais definições nisso que estamos falando. Dividir mais, esmiuçar mais, analisar mais é só um hábito.
Do ponto de vista das emoções, é suficiente dividir em emoções agradáveis e desagradáveis. A pessoa pensamento diria: por este, por aquele e por aquele outro motivo, o texto está incompleto (em última instância, não gostei do texto, o texto não me agradou). O pensar também reflete uma perspectiva individual e acreditar que o pensamento é isento de uma equação pessoal, ou seja, de uma participação do sujeito no pensamento, é uma ingenuidade.
Desta forma, do ponto de vista do pensamento: “Quando uma pessoa está pensando, o cenário lhe parece com o que e como está pensando…

Empatia e compreensão

É muito fácil não entender alguém. Na medida em que as pessoas são diferentes umas das outras, é fácil entender quem compartilha das mesmas cores dos nossos humores ou, dizendo sem metáforas, quem concorda conosco. Freud dizia:“Quando você diz: eu concordo com isso, na verdade, quer dizer, isso concorda comigo.”
Esta frase é uma outra maneira de dizer que é de dentro para fora e não de fora para dentro. Então a não compreensão ficaria algo como “Isso não concorda comigo, eu não concordo com isso, eu não concordo com você. Logo, não te entendo! Como você pode pensar assim?”.
E a continuação é tudo o que conhecemos: brigas, discussões, arguições, conflitos intermináveis. Cada um se sentindo o dono da razão.
Para ter empatia e compreensão pelo outro é preciso se imaginar em sua pele, conhecer a fundo sua história de vida, para saber o que lhe conduziu até ali e tentar ver sob o seu ponto de vista, sob o seu horizonte de perspectiva, como dizia Gadamer. Nas palavras do grande psicólogo humanista Carl Rogers:
“Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”.

Conclusão

Do que dissemos podemos tirar uma conclusão: a de que é possível mudar. É possível mudar as cores do mundo, tornar o cenário mais frequentemente feliz, se abrir para novas verdades e novos olhares sobre as coisas, as pessoas e a realidade compartilhada. É possível ver que os pensamentos são apenas imagens e palavras e que as emoções, com suas variações nas sensações são transitórias e temporárias.
Uma boa maneira de passar por tudo o que falamos aqui neste texto é fazer teatro. No teatro, saímos do personagem que acreditamos que somos e entramos em outro. O cenário muda, as pessoas ao redor mudam, os sentimentos e pensamentos mudam.

PROCESSO DA COMUNICAÇÃO Ornellas e Associados A ARTE DE OUVIR


Comunicação é um processo de duas vias. Se você não consegue ouvir e entender o que estão dizendo, não há comunicação. Para que uma comunicação seja efetiva, você precisa ouvir ativamente. Isto pode parecer óbvio, na medida que a ação de ouvir é passiva, no entanto existe sim uma grande diferença entre escutar o que está sendo dito e ouvir ativamente e, consequentemente, compreender o significado da comunicação. Vale destacar que esta habilidade está sendo hoje considerada crítica quando o assunto é comunicação. Isso acontece porque normalmente colocamos a responsabilidade e foco da ação no emissor. Como emissores, estamos tão voltados para nós mesmos, cuidando do que queremos comunicar, cuidando dos meios que iremos usar para transmitir e com isso esquecemos de colocar foco no receptor. Quem é meu receptor? Que linguagem será mais adequada? Ele entendeu a mensagem e está pronto a dar o resultado que esperamos? Ouvir ativamente, observar e olhar cuidadosamente seu interlocutor são habilidades importantes, porque desta forma você poderá primeiro reconhecer quem é seu interlocutor e segundo perceber se a mensagem está alcançando seu êxito. Muitos estudos e observações demonstram como é deficiente nossa capacidade de ouvir e quanto tempo, energia e dinheiro é jogado fora por causa disso. O Departamento de Oratória da Universidade de Minesota realizou pesquisas nesse sentido tendo concluído que em media 40% do trabalho diário de um funcionário de escritório é dedicado a ouvir e que a eficiência dessa atividade não passa de 25%. A simples observação das atividades de qualquer pessoa nos mostra claramente que a grande maioria está bem mais preocupada em falar, em se fazer compreender e em persuadir do que em escutar integralmente. A natureza nos deu dois ouvidos e uma só boca. A velha filosofia chinesa ensina que falar é plantar e ouvir é colher. Ouvir é um processo sensorial e emocional que exige atenção e disciplina. Os pontos a seguir levantados são úteis para refletir sobre o assunto e buscar um incremento nessa tão importante capacidade e talvez uma arte - a de ouvir. ENCONTRAR PONTOS DE INTERESSE Não há assuntos desinteressantes mas pessoas desinteressadas. Após as primeiras palavras, nossa atitude, ao invés de encontrar os pontos de interesse, freqüentemente é contrária. Assumimos uma postura crítica antes mesmo de podermos avaliar de forma neutra o que se está tentando ouvir. Pode ser muito mais útil e enriquecedor observar: - quais informações, entre as que estão sendo ditas, podem ser importantes? - há algo que pode me trazer vantagens ou conhecimento?

- não pode ser essa uma oportunidade de conhecer melhor o seu cliente O CONTEÚDO E A FORMA Às vezes o que não nos agrada é o tom de voz, a postura, a gesticulação ou mesmo a atitude de quem fala. Neste caso, é importante tomar consciência de que o que nos interessa é o conteúdo, e a responsabilidade da compreensão é nossa. Lembremo-nos de que os grandes avanços da ciência devem-se ao incremento da acuracidade e da sensibilidade dos instrumentos de investigação, isto é, da capacidade de "ouvir" o universo investigado. Fala-se em potência de um telescópio quando na verdade referimo-nos a sua sensibilidade. Por outro lado é absolutamente verdadeiro que grande parte da informação é veiculada por um processo, especialmente no caso da comunicação interpessoal. Gestos, expressões faciais e tom de voz, entre outros ingredientes, não somente dão o colorido, mas às vezes carregam a própria informação. No campo da psicologia, os dados relevantes da relação com o cliente estão contidos no próprio ruído da comunicação, e isto também ocorre tanto nas relações gerenciais como também nas relações familiares, enfim, em todo o encontro humano verdadeiro. No campo da psicologia, os dados relevantes da relação com o cliente estão contidos no próprio ruído da comunicação. Isto também ocorre nas relações humanas em geral.

 EVITAR OS GRANDES ENTUSIASMOS Um bom orador é capaz de envolver seu público de forma tão profunda que a primeira avaliação pode ser extremamente positiva. Quase sempre essa situação levará a uma rápida decepção quando outros dados surgirem. Esse fenômeno é também muito freqüente em outras relações.

ENTENDER OU ANOTAR Esta é uma questão que se pode chamar de pedagógica. O ensino elementar tradicional cria certos hábitos dos quais dificilmente nos livramos na idade adulta. Um deles é o de "copiar a lição de casa" Claro que podemos desenvolver a habilidade de ouvir e anotar simultaneamente da mesma forma que aprendemos leitura dinâmica, técnicas de memorização, ou técnica de relaxamento. Mas certamente seremos mais eficazes em ouvir se limitarmos nossas anotações a pontos de interesse, a tópicos ou a expressões chave. Em certos casos, nem isso é necessário quando há textos de apoio ou referências bibliográficas. O melhor mesmo, em quase todos os casos, é aprender a ouvir...e compreender!

 O SIGNIFICADO DE ATENÇÃO Ouvir depende mais do que se passa na cabeça do ouvinte do que da qualidade do estímulo que chega a nossos ouvidos. O diálogo interno, sempre presente, é o grande ruído, o filtro por onde passam ou não os estímulos até que atinjam nossos centros de audição, de percepção e de compreensão. Atenção pode até significar ausência de tensão, segundo alguns pesquisadores da linguagem. O segredo da atenção está na capacidade de reduzir o diálogo interno. O vozerio antigo que zune em nossas cabeças carregados de preconceitos, preocupações, e ressentimentos, pode ser administrado e atualizado para conceitos, ocupações e sentimentos. Isto permite também a expansão do potencial de escuta ativa, com a liberação da intuição, do pensamento simbólico mais rico e capaz de associações mais amplas e abertura das janelas da compreensão e da criatividade.

A QUALIDADE DA PACIÊNCIA Nossa mente é capaz de ouvir com velocidade 4 ou 5 vezes maior do que a da fala. O tempo ocioso decorrente dessa diferença é a principal causa de nossa impaciência. A solução aqui consiste em utilizar esse tempo diferencial para aprofundar a compreensão, elaborar associações e estabelecer correlações com o material já arquivado em nossa memória. Teremos assim já obtido um resultado bem melhor somente a partir de um processo de escuta eficaz.

EVITAR A REAÇÃO IMEDIATA Elaborar o que se ouve é bem diferente do que ficar procurando respostas, sejam elas concordantes ou discordantes. Reagir é não ouvir. Se o caso for de responder a perguntas, então é fundamental que se saiba utilizar o tempo interno para buscar alternativas. Caso contrário teremos já uma resposta pronta que, sem dúvida estará disponível no diálogo interno e dificilmente trará algo diferente, atual, construtivo ou criativo.

O CONTROLE DAS EMOÇÕES Administrar nosso processo emocional não significa reprimir ou inibir nossas emoções. Pelo contrário, é muito importante que saibamos dar espaço para que elas se manifestem de forma natural. Há situações muito freqüentes em que coisas que se ouvem agridem pontos duros de nosso campo emocional, como velhas cicatrizes e valores arraigados. Nesse caso é necessário descobrir alguns desse pontos e tratar de dessensibiliza-los a fim de que materiais importantes não sejam perdidos pela surdez emotiva.

FOCALIZAR O INTERLOCUTOR Olhar atentamente para quem fala é uma postura que, além de favorecer a recepção, valoriza quem fala. Algumas pessoas tem o hábito de fechar os olhos para concentrarse melhor no que ouve, porém essa prática tem suas limitações e é certamente inadequada numa situação de proximidade física. Além disso a mensagem não verbal pode ser extremamente importante.

PARAFRASEAR Parafrasear é uma técnica de escuta ativa que ajuda no entendimento do que está sendo dito pelo interlocutor. Se você usar regularmente esta técnica você perceberá o quanto isto clarifica pontos e evita os desentendimentos, muito comuns em comunicação. - eu estou entendendo que ... - o que você quis dizer com ... - se eu sumarizasse sua fala eu ...

REFLETIR A MENSAGEM Quando você reflete ou repete a mensagem, você está indo de encontro ao entendimento das palavras. Você estará pensando a frente do tempo, lendo entre as linhas e mostrando ao interlocutor que você já compartilha com seu problema. - você disse que ... - isso significa que ... - poderíamos ajudar você se ...

- o resultado que você espera é …. É sempre bom deixar o outro finalizar seus pensamentos assim você não irá atropelá- lo, tornando-se agressivo e complicando o entendimento da mensagem. Sinais nãoverbais são particularmente facilitadores em mostrar que você está entendendo e manifestando interesse.

MANIFESTAÇÕES DE RETORNO Comumente chamado de feedback, o retorno que se dá, de forma não verbal a quem fala pode ser muito útil, exceto quando é feito de forma compulsiva pelo desejo de agradar. O balançar de cabeça demonstrando concordância antes mesmo que alguém complete seu pensamento evidentemente são inadequados. Isto vale também para manifestações de discordância. Por outro lado uma expressão rígida que iniba qualquer retorno não ajudará no processo de comunicação interpessoal. Dar feedback naturalmente sem querer agradar, seduzir, contestar ou disfarçar é uma forma ativa de ouvir e participar da comunicação.

OUVINDO Já destacamos nas páginas anteriores muito do que acreditamos na habilidade de ouvir ativamente. Lembre-se, essa é das habilidades a mais importante. Ornellas & Associados Consultoria Organizacional e Treinamento Processo de Comunicação Ouvir Observar Visualizar Questionar Explicar Organizar Avaliar Refrasear Verificar

PROCESSO DE COMUNICAÇÃO OBSERVANDO E VISUALIZANDO Se você tem a possibilidade de observar seu cliente, seu interlocutor, você terá informações adicionais. Esta pessoa está estressada? É uma pessoa orientada para relações interpessoais ou para negócio/resultado? Há algum aspecto não usual, incomum?


Quando nossa comunicação é por telefone, é importante tentarmos visualizar, criarmos uma imagem da situação que o interlocutor está descrevendo. Visualizar e fazer anotações, poderá ajudar você a organizar seus pensamentos e lembrar-se dos detalhes informados pelo interlocutor. A maioria da comunicação é não verbal, lembre-se! Mesmo que o outro não esteja falando ele está se comunicando com o corpo. A isto chamamos

MENSAGENS NÃO VERBAIS. Abaixo você encontrará um quadro com alguns exemplos mais freqüentes de comunicação não verbal e seus possíveis significados.

COMPORTAMENTO NÃO-VERBAL POSSÍVEIS SIGNIFICADOS E INDICAÇÕES Balançar das pernas Impaciência Urgência Perda de interesse Franzimento da testa Desaprovação Tristeza Perda de entendimento Olhando no vazio Distração Impaciência Perda de interesse Inclinação do corpo para frente Fascinação Concentração Interesse Balançar a cabeça Aprovação Encorajamento Entendimento Arquear as sobrancelhas Descrença ou Incredulidade Encorajamento Entendimento Permanecer em silencio Concentração Interesse Respeito Desassossego e Inquietação Perda de interesse Desconforto Prolixidade e Enfadonho

ORGANIZANDO E AVALIANDO Quando você tenta resolver uma situação, ou um problema e com isso toma uma decisão, você naturalmente incorpora experiências passadas, a lógica aprendida e o senso comum. Quando este processo é ativo, sua mente irá considerar as causas e efeitos do problema. Perguntas específicas podem auxiliá-lo: - Porque isso está acontecendo? - O que isso está causando? (pessoas, processo, produtos) - Que curso de ação deveria ser tentado? Quando você processa a informação, você também, naturalmente, formula questões importantes, que poderão ser usadas na próxima fase desse processo.

QUESTIONANDO Você precisa ser hábil em colocar-se no lugar dos seus interlocutores (empatia). Todos nós temos uma tendência de fazer pressuposições, com isso tiramos conclusões precipitadas e ignoramos informações, conseqüentemente obstruímos a comunicação e a oportunidade de ajuda ao cliente. Como já falamos anteriormente uma boa forma de evitar essa tendência é parar por um segundo e formular uma questão. Podemos trabalhar com dois tipos de perguntas: Perguntas Abertas Perguntas abertas encorajam o interlocutor a falar mais e com isso subsidiar você com mais informações. Perguntas abertas mostram seu interesse na conversa e no negócio do seu cliente e ajuda a clarificar pontos obscuros ou mal entendidos. - O que está acontecendo? - Que perspectivas você vê nesse novo produto? - Quais são seus planos de venda desse produto? - Você poderia me dizer como você vê suas interfaces? - Quais são suas expectativas quanto a entrega desse plano? Perguntas Fechadas Perguntas fechadas são aquelas que convidam o interlocutor a respostas do tipo sim ou não. Elas são mais específicas que as questões abertas e podem ser usadas para confirmação da situação ou mensagem, obter uma resposta ou um detalhe específico, ou clarificar uma informação já recebida. - Que software você está usando? - Você já tinha noticiado o problema antes? - Quantas pessoas na sua equipe estão prontas para vender esse produto? - Você planeja integrar esse equipamento na sua rede interna? - Você concorda que esta é a ação mais adequada para esse momento?

 EXPLANANDO Uma forma de manter uma boa relação com seus interlocutores é mantê-los bem informados. Sempre que você não tiver uma solução para o problema, deixe a outra parte conhecer o seu trabalho, seus produtos e serviços que dispõe para oferecer. Lembre-se que a honestidade e a verdade soam mais efetivas nos relacionamentos de longo prazo. Boas explicações: Alcance o propósito – Quando seu propósito é alcançado, a explanação está completa. Esforce-se por focar em um objetivo. Seja claro – Comece com a explanação de uma grande figura, imagem e então desenvolva os detalhes breve e logicamente. Evite uma linguagem muito técnica. Identifique como essa informação pode beneficiar sua comunicação/seu interlocutor.

Use com atenção o tempo – Nos dias atuais, a urgência das situações pode forçar as pessoas a ouvir com atenção e cuidado, mas eu não contaria com isso. Use o seu tempo de forma efetiva e com atenção encontrando formas de prender a atenção do seu cliente.

 RESUMO 1. Não assuma que você entendeu o que o outra pessoa está dizendo. 2. Evite os pré-conceitos sobre pessoas ou situações baseados na sua experiência passada. 3. Analise e organize o que você vê e ouve. 4. Pense que questões você quer fazer para seu interlocutor. 5. Mantenha sua mente e perspectiva aberta, mais rápido você encontrará a melhor solução 6. Não sinta-se garantido em nada. Tenha certeza do entendimento do significado que está nas entrelinhas.

ASSERTIVIDADE O termo assertividade começou a ser empregado por Wolpe, tomado do verbo to assert: afirmar, asseverar, sustentar, impor-se, fazer-se respeitar. Significa, portanto, uma atitude firme para se defender os próprios direitos e fazer-se respeitar. Ampliando limites, também inclui a expressividade emocional e a possibilidade de se pedir o que se necessita. Tal conceito, no entanto, se não obedecer um referencial seguro, oferece o perigo de se tornar grosseria, a invasão do espaço vital do outro, como sinônimo de assertividade. No nosso relacionamento diário com os demais, temos o direito de ser tratados com respeito, dignidade, cortesia e consideração; temos o direito de ser reconhecidos como Pessoa e de exprimir nossos estados emocionais de maneira apropriada. Podemos dizer não, quando convém fazê-lo, sem nos sentirmos egoístas ou nos deixarmos manipular por medo, suborno ou culpa. É nosso direito considerar nossas próprias necessidades, tão importantes como as dos demais. Temos, ainda, o direito de errar e de tirar do erro uma experiência de aprendizado, ao invés de sermos massacrados por auto ou hetero-recriminações. Vamos usar da assertividade quando esses direitos, que poderíamos receber naturalmente, nos são negados. Isso não significa desrespeitar os direitos do outro pois são os mesmos que os nossos.

A CONFRONTAÇÃO Através de uma Confrontação positiva se exerce a assertividade. A confrontação interpessoal é a experiência mais potente de interação humana e favorece ao crescimento das duas pessoas envolvidas. Quando se faz uma confrontação surge um certo desgaste emocional e corre-se um risco. Por essa razão ela só deve ser feita na medida em que se tenha por opção melhorar o relacionamento com o outro e não provar que é mais esperto.

COMO FAZER UMA CONFRONTAÇÃO OU DAR UM FEEDBACK DE FORMA PRODUTIVA?

a) Dirija a confrontação a comportamentos observáveis. Não centre a confrontação sobre o que a pessoa é, mas sobre o que ela faz. Para tanto, empregue advérbios, que se referem a ações, e não adjetivos, que se relacionam qualidades. Ex.: "Você falou muito nesta reunião", em vez de "Você é uma tagarela". Igualmente, não centre a confrontação sobre inferências. As observações referem-se ao que você possa ver ou ouvir no comportamento de outra pessoa, enquanto inferências referem-se a interpretações ou conclusões que você faz sobre aquilo que viu ou ouviu. Inferências ou conclusões sobre uma pessoa contaminam suas observações, tornando a confrontação prejudicada. Às vezes, é necessário compartilhar conclusões ou inferências, mas é importante que isso, então, seja identificado. A descrição representa um relato, enquanto que a inferência termina por implicar em um julgamento, em uma avaliação em termos de bom ou mau, de certo ou errado. E, todas as vezes que se julga, pressupõe-se uma escala de valores. As descrições do comportamento devem ser em termos de mais/menos e não de e/ou. Os primeiros implicam em que o comportamento cai em um continuum; portanto, enfatizam quantidade, que é mensurável e objetiva. E/ou enfatiza qualidade, que é subjetiva. Ex.: "Sua participação no grupo foi baixa" e não "Você teve uma má participação". É uma idéia errônea considerar que as pessoas ou situações são invariavelmente boas ou más, bonitas ou feias, etc. Isso é maniqueismo. A confrontação deve ser focalizada em uma situação específica, de preferência do aqui e agora, e não sobre situações abstratas, ou genéricas, lá e então.

b) A confrontação visa antes de mais nada partilhar idéias e informações, mais do que dar conselhos. O confrontado fica livre para escolher as alternativas que o confrontador apresenta, a partir das próprias decisões daquele, em uma dada situação. Se você aconselha, tornase evasivo. A confrontação não é feita para se dizer ao confrontado o que ele deve fazer, mas sim para, a partir dela, melhorar-se o relacionamento interpessoal.

c) A confrontação deve ser ponderada em termos de utilidade que possa ter para a pessoa confrontada e não, apenas, para que você se alivie. Ela deve ser vista quase como que uma oferta e não como algo para forçar o outro.

d) Leve em conta a quanlidade de informação que a outra pessoa pode se utilizar e não a quantidade de informação que você tem ou gostaria de dar. Se você sobrecarrega o outro com informações que ele não terá possibilidade de usar, estará mais satisfazendo a você mesmo do que sendo útil ao outro.

e) A confrontação tem um timing, um momento apropriado. Feito na hora errada, põe tudo a perder. Se o confrontado estiver muito agressivo, não adianta confrontar, ele dirá "sim, mas...". Dê primeiro o apoio e compreensão que ele precisa, deixe que ele manifeste seu medo ou tristeza, (encobertos pelo ressentimento), depois confronte.

f) Focalize a confrontação no que aconteceu e não por que aconteceu.

g) Assuma a responsabilidade da emoção que você sente diante do fato a ser confrontado. Ex.: "Eu fico com muita raiva quando você não responde aos meus chamados telefônicos", e não "Você me dá raiva quando...". Você acredita que o outro pode controlar as emoções que você sente?

 h) Coloque suas intenções ao confrontar. Ex.: "Estou preocupado com o nosso relacionamento. Quero fazer algo que nos ajude a sentir melhor". i) Coloque suas expectativas sobre a reação do confrontado. Ex.: "Eu temo que você possa se aborrecer por eu estar trazendo este assunto, mas espero que você me escute e compreenda o que estou lhe dizendo"

 j) Coloque o que se passará com você se o confrontado violar suas expectativas. Ex.: "Se você me manda calar a boca, eu me sentirei ferido e vou me por na defensiva". A seguir, coloque como você vê o problema racionalmente: "Aí nós vamos ter de mudar o assunto durante algum tempo, até voltarmos ao tema".

AGRESSIVIDADE ASSERTIVIDADE SUBMISSÃO Primeiro Eu, Egoísta, Segundo os DEMAIS. Primeiro Eu, Realista. Primeiro os DEMAIS, complacente. Crítica destrutiva (usa adjetivos qualificativos). Crítica construtiva (descreve condutas observáveis. Não faz críticas, agüenta tudo e põe panos quentes. Não diz NÃO. Raiva, ironia poder, triunfo maligno, ressentimento, etc. Mostra as emoções autênticas: raiva, medo, tristeza, alegria, afeto. Falso afeto, falsa proteção, falsa alegria, etc. Invade os limites e direitos dos demais. Respeita os limites e direitos dos demais. Permite invasões, porque teme perder afeto. Agride em lugar de defender. Defende e mantém seus direitos. Não defende seus direitos e limites.

Tom de voz agressivo. Tom de voz firme. Tom de voz baixo e suplicante. Tensão muscular aumentada. Tensão muscular normal. Tensão muscular diminuída. Palavras: Verbos no imperativo e adjetivos qualificativos. Abuso do poder. Palavras: Eu penso, eu observo, eu quero, eu sinto, além de palavras colaborativas. Advérbios. Palavras: Eu acho, eu queria, me desculpe. Despotencializa-se. Manipula. Pede diretamente. Manipula. Livra-se de. Segue com. Afasta-se de. Criticismo. "Feedback" adequado. Justificação. Independente. Interdependente. Dependente.

















































 

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