sexta-feira, 13 de março de 2015

Como agir diante de um assédio moral

Como agir diante de um assédio moral
Eugênio Sales Queiroz




Nunca se falou tanto em pressão corporativa como nos dias de hoje e em que em muitos casos chefes diretos acabam forçando a barra para que o funcionário dê conta do recado e agindo assim acabam praticando um forte assédio moral.
O assédio moral acontece quando um líder se aproveita do cargo que ocupa e humilha o funcionário em público, faz brincadeiras maldosas, obriga o liderado a fazer trabalhos que não são da sua área de atuação, dar instruções incompletas só para prejudicar o subordinado e em casos mais sérios fazem comentários maldosos a fim de denegrir a imagem do funcionário.
E como se portar diante de um forte assédio moral? Aqui vão algumas dicas importantes:
  • Saiba impor limites e exija respeito.
  • Não deixe em hipótese algum seu chefe alterar a voz com o intuito de lhe intimidar.
  • Se a empresa tem RH converse imediatamente com o responsável sobre as investidas que você vem sofrendo.
  • Procure reunir provas que possam lhe ajudar em caso de demissão por (in) justa causa.
  • Peça orientação a um advogado ou alguém da sua confiança sobre o que vem ocorrendo com você na empresa.
  • E para o seu próprio bem, evite contar para todo mundo, pois em alguns casos tudo que você falar pode voltasse contra você.
Não aceite o assédio moral, mesmo que você precise muito do seu emprego, afinal de contas, você é um ser humano e precisa ser respeitado sempre.
E para seu conhecimento, no Brasil ainda não existe uma lei federal que defenda o trabalhador vítima de assédio moral, mas existem leis estaduais e municipais que já tratam da questão.

Não está gostando do trabalho atual? E o que está esperando para tomar uma decisão?

Não está gostando do trabalho atual? E o que está esperando para tomar uma decisão?
Eugênio Sales Queiroz




Tomar decisões na vida é algo sempre muito arriscado.
Mas não tomar nenhuma decisão é a decisão mais errada que podemos tomar.
No meu dia a dia profissional sempre me deparo com as seguintes declarações: “Perdi o encanto com o meu trabalho” ou “Não gosto do trabalho que realizo na empresa”.
Essas declarações sempre vêm carregadas de um certo desâmino. Porém a minha resposta é sempre a mesma: - O que você tem feito para mudar essa situação?
Creio que quando algo nos incomoda, seja na vida pessoal ou profissional, é preciso que analisemos a situação e comecemos a tomar algumas providências.
Mas também aconselho que não largue tudo que já conquistou de uma hora para outra sem um plano, sem um rumo a tomar. Em alguns casos é preciso buscar, quem sabe, algumas alternativas inovadoras para vir a gostar da função ou profissão que exerce. Porém, em outros, é preciso traçar um plano bem detalhado para mudar de emprego ou de profissão.
A seguir listo alguns passos que a pessoa deve seguir para sair de uma inércia de frustração para ir em busca da sua realização profissional:
  1. Avalie a situação e veja se pode fazer alguma coisa para mudar a mesma.
  2. Depois de chegar a uma conclusão mais sóbria, procure ajuda de pessoas mais experientes e conte sua situação.
  3. Elabore um plano de ação, seja para ficar ou para mudar de empresa ou setor.
  4. Comunique sua decisão de forma clara ao seu superior.
Se deseja mesmo sair da empresa, procure sair pela “porta da frente”, pois nunca sabemos do dia de amanhã. Mas atenção, só saia quando tiver a garantia de outra colocação em outra empresa, pois como consultor pecebo que as empresas dão mais oportunidades a quem está empregado e que deseja se transferir para uma nova empresa, elas encaram isso como ousadia e determinação do profissional.
Agora realeia este artigo e veja se não está na hora de você tomar uma decisão clara e objetiva na sua vida profissional.
Boas vibrações para você.

A arte de lidar com discórdias

A arte de lidar com discórdias




Você lidera equipes de vendas? Acha que o grupo não tem se entendido muito bem? Quem lidera vendedores sabe muito bem que sempre há problemas de relacionamento para serem superados, mas nem sempre é fácil identificar e lidar eficazmente com eles.
O que muitos líderes de equipes de vendas se esquecem é que muitas vezes, as divergências podem ser construtivas se forem identificadas e usadas como desafios para o grupo. No entanto, muitos cuidados se devem ter ao lidar com elas. A mais importante de todas é não permitir que o conflito se prolongue, pois quando isso ocorre, a produtividade será, inevitavelmente, comprometida e a moral do grupo abalada.
Para evitar que os conflitos comprometam o desempenho da equipe, pode-se agir da seguinte forma:
1 - Identifique as causas do problema – Nem sempre os pontos que a equipe discute é, realmente, a raiz do problema. Muitas vezes a discórdia em sí é o resultado de acontecimentos ocorridos há muito tempo. As pessoas tendem a valorizar o último acontecimento, que em boa parte das vezes foi apenas a “gota d’água”;
2 - Planeje antes, aja depois – Relacione todas as possibilidades de solução e identifique a melhor resolução possível. Tenha um plano bem arquitetado para superar o mal estar da equipe e discuta-o antes com seus pares. Qualquer erro será fatal para as suas pretenções. Portanto, não seja negligente nas ações e nem confuso nas colocações.
3 - Evite tomar partido – Na condição de líder você não deve tomar partido a menos que saiba muito bem o que está fazendo. Caso contrário, vai correr o risco de agravar o conflito ou mesmo desagradar uma das partes. O mais recomendado é servir de mediador envolvendo a equipe na solução do problema. Deixe claro que a cooperação de todos para encontrar a solução é obrigatória e rancores não serão tolerados.
4 - Encerre o assunto – assim que a situação for superada, não permita mais que se volte a ele. Caso contrário, estará colocando “lenha na fogueira”.
O líder comercial deve ajudar a equipe a encontrar os caminhos alternativos para viabilizar vendas e lucros, mantendo em mente que o futuro não ocorre por acaso e sim, com time embuído em busca de resultados ousados, “plantado”, primeiramente, na mente de cada um e se multiplicando pelo poder da sinergia do grupo.
Afinal de contas, já dizia Thomas J. Watson: “O homem que não tem orgulho do seu próprio desempenho, não realiza nada para se orgulhar”.
Pense nisso e ótima semana.

A preocupação só piora os seus problemas

A preocupação só piora os seus problemas
Evaldo Costa




Você é do tipo que leva problemas do trabalho para casa? Domingo a noite já está pensando nos compromissos de segunda-feira? Diante de um problema, fica pensando nele o tempo todo até o desfecho final? Pois saiba, que a sua preocupação não mudará o resultado dos fatos.
Naturalmente, reconhecer uma certa dose de preocupação é pertinente ao ser humano. É inegável que as pessoas têm inquietude sobre muitas coisas. Há quem se preocupe legitimamente sobre dinheiro e segurança familiar, questões de saúde, relacionamentos pessoais, profissionais etc.
Porém, há outras preocupações que além de não ajudar em nada é até perigosa para a nossa saúde, além de inibir o sucesso. Estou falando daquele tipo de preocupação criada pela nossa imaginação. Como é o caso quando passamos muito tempo pensando sobre algo que poderá acontecer no futuro. Por exemplo, seu time favorito está na liderança do campeonato e sem explicação começa a perder alguns jogos. Então, você tende a achar que ele não será o campeão, passa a sofrer pela falta de bons resultados e pela crença de que será vítima de gozação de seus colegas.
Esse é um tipo de preocupação predatória que deveria ser evitada a todo custo, pois provavelmente ninguém do time para o qual você torce sabe da sua existência. Logo, se preocupando ou não, você não terá qualquer benefício material. Além disso, ainda que ele seja o campeão, a sua felicidade provavelmente não passará de um ou dois dias. Portanto, esse tipo de preocupação não lhe traz nenhuma contribuição, mas tem potencial de causar enormes prejuízos emocionais, e até interferir negativamente em sua jornada para o sucesso.
Para Mary Crowley "A preocupação é um mau uso da imaginação," Eu acho essa definição bem legal. Ela quase sempre é a raiz do pensamento negativo, do fracasso, frustrações e infelicidade. Se gastamos muito tempo imaginando todas as coisas ruins que podem acontecer em nossa vida, vamos acabar nos tornando uma pessoa conscientemente problemática e distante da solução consciente.
Por exemplo, imagine a pessoa que acaba de receber um diagnóstico médico de doença grave. Caso ela não seja capaz de dominar a sua imaginação com otimismo, mesmo que o médico tenha errado no diagnóstico, ela tende a se tornar tão preocupada com o que poderá lhe acontecer no futuro, que provavelmente terá dias terríveis e acabará doente de verdade.
Não existe receita de bolo para lidar com as preocupações, mas algumas dicas ajudam. Uma boa maneira de manter a mente arejada é focar o lado positivo das coisas. Por exemplo, se tiver que pensar sobre o seu futuro, que seja de momentos memoráveis. Uma outra dica é viver o momento. Ou seja, eu sei muito bem que o amanhã será o que será. Então, devo deixar para lidar com o amanhã somente quando ele chegar.

Viver dói, mas e daí?

Viver dói, mas e daí?
Lígia Guerra



Sim, viver dói e muito! São decepções, tristezas, arrependimentos, rompimentos. Nem sempre é o lado positivo da vida que está em evidência, mas são elas, as nossas angústias, aquelas que insistimos em abrigar em nossos corações por pura incapacidade de digeri-las. Aliás, muitas vezes já desejei que o meu estômago estivesse no lugar do meu coração, seria bem mais fácil para eu separar aquilo que eu deveria absorver ou expurgar.
Olhar para vida sempre com olhos apaixonados e sorriso nos lábios é impossível, seria como estar com fome e querer estudar literatura. Refletir e filosofar sobre os sentimentos nossos de cada dia.. exige que tenhamos uma base mínima de equilíbrio emocional, que estejamos saciados minimamente de amor e de fé. Tente falar de otimismo para um depressivo, um desempregado ou um abandonado, impossível! Primeiro é preciso recuperar o mínimo das energias para dar os próximos passos em busca da reconstrução emocional, para reestruturar a sanidade e a lucidez. Isso serve para cada um de nós, não existe mágica quando estamos melancólicos, desapontados e cabisbaixos.
Temos que respeitar os nossos sentimentos, tomar fôlego, voltar a respirar, afastarmo-nos dos nossos agressores, recompormo-nos, dar-nos colo... Depois, em um segundo momento, já refeitos reiniciaremos os nossos processos de reconstrução interior, de retorno a paz. Só não podemos ser ingênuos em acreditar que a paz é a ausência da dor.
Temos o dever com nós mesmos de entender que a paz é o equilíbrio, apesar da dor. Assim saberemos que viver continuará doendo em muitos outros momentos, mas já não nos assustaremos tanto quando ela reaparecer. Estaremos mais fortes, mais atentos e mais experientes para não permitir que ela prolongue, além do que deve, a sua estada em nossos corações.

Como lidar com o estigma do ´Bode Expiatório´ nas organizações

Como lidar com o estigma do ´Bode Expiatório´ nas organizações
Lígia Guerra



A definição do termo bode expiatório é: ‘Aquela pessoa sobre quem se faz recair a culpa dos outros ou a quem se imputam todos os reveses e desgraças’. Nas organizações é bastante comum encontrarmos pessoas que costumam ser responsabilizadas por tudo que dá errado, imaginemos um funcionário de nome João, ele carrega o estigma de bode expiatório em uma determinada empresa, assim se um projeto não decolou foi por que o João não fez a parte dele... Se o João participou bastante e ainda assim o projeto não deu certo, é porque o João falou demais na apresentação... Se uma fofoca rola no departamento é porque o João abriu a boca antes do tempo sobre algum assunto.
Vale lembrar que ao longo da trajetória humana, nem sempre foi o homem que carregou o estigma do bode expiatório, no distrito ocidental da ilha de Timor quando as pessoas estão realizando viagens muito longas e cansativas, elas costumam se abanar com ramos de folhas, as quais depois serão lançadas fora em determinados lugares e com isso acreditam que a fadiga seria transmitida às folhas e ficaria para trás. Os animais também são utilizados com muita freqüência no mundo ocidental, os gatos, especialmente aqueles de pelagem preta, são sinônimos de má-sorte.
Parece ser bem mais fácil usar o nosso amigo João, alguns objetos ou animais como depósitos de lixo emocional para mascarar as deficiências de uma situação, de um povo ou de uma organização, ao invés de enfrentar e resolver os conflitos existentes e comumente maquiados pela cegueira coletiva. Isso me faz lembrar de uma história: ‘Conta-se que numa pequena cidade do interior, um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado "de pouca inteligência" que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de 400 réis e outra menor de dois mil réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo o chamou e lhe perguntou se ele ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. "Eu sei" - respondeu o não tão tolo assim - “ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.
Esse é exatamente o problema das empresas que têm a política de cultivar o bode expiatório, os problemas não costumam ser resolvidos, alguém que passa por bobo pode se adaptar ao papel por necessidade e desperdiçar as próprias potencialidades, e o grupo que costuma criticar um colega para aliviar as próprias ineficiências e tensões pode afundar abraçado com um abobalhado sorriso coletivo. Então, o que pode ser feito se você observar alguém ser usado como bode expiatório ou se isso ocorrer com você? Para aqueles que isso ocorrer, uma ONG britânica chamada Scapegoat Society recomenda seguir os seguintes passos:

- Compreenda o que está ocorrendo não apenas superficialmente, mas de uma forma profunda: Examine a história, os bastidores, o contexto e situação.
- Questione o que o difamador tem como objetivo.
- Tente entender o que está ocorrendo entre ele e a vítima.
- Deixe claro que você ou o grupo identificou o processo e irá falar abertamente sobre isso até que ele termine.
- Enfatize que você ou seus colegas não estarão disponíveis como alvos.
- Mantenha distância máxima possível do difamador.
- Estabeleça os fatos do que foi feito e por quem.
- Assegure que o difamador assuma a responsabilidade por tudo que ele tenha creditado ao seu bode expiatório.
- Assegure que o difamador concorde em cessar suas ações contra seu bode expiatório.
- Faça um acordo maleável para ambas as partes.

Por isso fique de olho, ninguém ganha em uma situação assim, nem quem se acha esperto.

Comparação: a perda da musicalidade da vida!

Comparação: a perda da musicalidade da vida!
Lígia Guerra



Nós mulheres não costumamos ter todas as respostas, mas certamente temos todas as perguntas! Perguntamo-nos se estamos com o corpo legal, se somos inteligentes como gostaríamos de ser ou tão bem humoradas quanto supomos.
Infelizmente a maioria de nós busca essas respostas através de um terrível mecanismo, a comparação! Comparamo-nos com a vizinha, com a colega da academia, com a melhor amiga e até com aquela ‘conhecida’ com a qual sequer nos simpatizamos.
O sexo feminino pode ser extremamente sagaz na arte da comparação, pode ir muito além de altura, peso, bolsas ou sapatos... A nossa lista pode incluir namorados, maridos, empregos, filhos, trabalho, grau de felicidade e até de desenvolvimento emocional e espiritual. Assim vamos nós, ora nos sentimos muito bem... Ora nos sentimos muito mal.
Nessa gangorra cruel não é apenas o humor que se torna variável, a balança, a conta bancária e os relacionamentos não nos agradecem pelas nossas insanas comparações! Descontar na comida, no cabeleireiro que leva uma boa parte do nosso salário ou brigar por bobagens com o amor da nossa vida não irá aliviar a tensão interna que criamos através do mecanismo: Comparação = euforia ou frustração.
Cada vez que nos comparamos a alguém é como se abandonássemos a nossa própria vida, os nossos potenciais de realização e de felicidade. Se somos capazes de realizar as mais variadas tarefas como preparar o almoço enquanto conversamos com uma amiga ao telefone ou vestirmos os nossos filhos enquanto pensamos na solução de um projeto de trabalho, por que não conseguir conciliar também o equilíbrio e os desafios diários? Normalmente, porque assim como cuidamos de tudo aquilo que está fora de nós, também buscamos do lado de fora as respostas para os nossos anseios.
Eu vou lhe propor um exercício de autoconhecimento: a partir de hoje preste muita atenção, observe-se, esteja conectada consigo mesma. Se puder anote em um papel, durante uma semana quantas vezes por dia você faz comparações, pensa ou repara nas outras pessoas para estabelecer os seus próprios padrões de conduta, realização ou felicidade. Perceba como isso afeta as suas emoções, seu humor e o seu estado de espírito. Diga não à comparação. A única comparação que pode nos ajudar é aquela que fazemos em relação a nós mesmas: Hoje eu estou me sentindo melhor comigo mesma do que ontem? Aceite apenas essa comparação em relação a si mesma. O resto é desgaste e perda de tempo.
Sempre que eu me sinto tentada a comparar-me a alguém, rapidamente recorro à imagem do piano, pois nele cada tecla que o compõe é aparentemente idêntica às demais, porém única e especial pelo som que emite. Todas nós somos únicas pelo nosso jeito de ser e somos insubstituíveis por aquilo que podemos agregar ao mundo. Bom exercício emocional!

Você está amadurecendo ou apenas crescendo?

Você está amadurecendo ou apenas crescendo?
Lígia Guerra



Desde pequenas nós somos ensinadas a sermos boazinhas, a sorrirmos docemente sempre que alguém nos fizer um elogio, a sentarmos de pernas cruzadas, pois costumamos usar vestidos, a não sermos indelicadas expressando as nossas idéias.
Boas meninas não pensam com a própria cabeça, aprendem a se adaptar! Aprendemos a ser muitas coisas, mas raros são os que dizem: Seja você mesma, diga o que pensa.
É bastante comum ouvirmos discursos vazios, do tipo: Seja independente, mas case com um homem que ganhe mais do que você; seja forte, mas não demonstre, por que isso assusta as pessoas; não minta, mas omita as suas opiniões desagradáveis.
Assim vamos crescendo e nem sempre amadurecendo. Para transitarmos para esse estágio temos que pagar um preço e não são todas as mulheres que estão dispostas a isso. Todo esse processo requer força interior, ruptura de limites e por vezes de laços.
Amadurecer exige de todas nós uma coisa para a qual não fomos ensinadas, a correr riscos e a não ver uma escolha equivocada como um problema, mas como um degrau para o nosso próprio crescimento.
O filósofo alemão Nietzsche tinha um pensamento instigante sobre os que iam além do raciocínio comum: "E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não podiam escutar a música." Talvez essa seja a escolha que teremos que fazer se optarmos pelo caminho da autenticidade, sermos taxadas de loucas ou sermos chamadas de livres.
Em minha opinião uma não exclui a outra. Acredito que inevitavelmente será preciso um pouco de loucura para trilharmos os caminhos da liberdade. Somente desse modo o desafio deixará de nos provocar temor e passará a nos incitar ardor, paixão... A tal ponto de nos entregarmos a ele, transarmos com ele, gerarmos uma nova mulher e a renascermos de nós mesmas!

Medos: como se livrar deles?

Medos: como se livrar deles?
Lígia Guerra



Durante o mês de Julho, coincidentemente, recebi uma enxurrada de pedidos de leitores para que eu escrevesse sobre os medos de cada dia e sobre como se livrar deles. Como eu não acredito em coincidências, mas em sinais que a vida concede, resolvi atender aos mais de 200 pedidos falando sobre os mais variados medos: Medo de perder o emprego, da violência, da morte, de falar em público, de perder a saúde, de micróbios, da traição, de ficar sozinho, do futuro, de não encontrar um grande amor e até medo de ter mais medo.
Se olharmos a raiz de todos os nossos medos perceberemos que ela é adubada pelo mesmo sentimento, a insegurança. Portanto, de nada adianta atacarmos os nossos medos se não compreendermos profundamente como são construídas as nossas inseguranças, aquelas que nos podam justamente quando estamos prestes a germinar.
A insegurança é a antítese da coragem. A palavra coragem deriva do latim ‘cor’ que significa coração. No idioma francês a palavra coragem tem a mesma raiz que ‘coeur’, que também significa coração.  Analogamente se aplicarmos essa etimologia ao cotidiano, concluiremos que quando falta coragem, está faltando coração nas nossas ações. Na infância costumamos colocar o nosso coração em tudo, nas brincadeiras, nos banhos de chuva, nas gargalhadas, nos sonhos e até nas lágrimas. Na medida em que crescemos aprendemos a filtrar as nossas emoções e com isso passamos a usar muito mais a nossa mente do que o nosso coração.
A mente grava os registros de tudo aquilo que vivemos de bom e de ruim. O problema é que ela reforça as emoções que foram muito marcantes. Assim, se você fez uma apresentação em público que foi catastrófica, cada vez que for realizar uma nova apresentação a sua mente acionará justamente o registro que deixou a marca mais forte, feito um texto em negrito. Portanto, é preciso reprogramar a mente para que as inseguranças se dissipem e, consequentemente, os medos. A mente é importante para aprendermos coisas novas, armazenarmos informações e desenvolvermos raciocínios, mas ela tem um lado negro. Ela vicia as nossas emoções e faz com que fiquemos congelados em alguns traumas e experiências. Quando desejamos seguir em frente ela relembra fracassos e devolve imagens de experiências negativas. Assim está estabelecido um ciclo vicioso, o congelamento frente a nossa capacidade de nos reinventarmos.
A única forma de usarmos a nossa mente de forma sábia é não esquecermos de ouvir a voz do nosso coração. Enquanto a mente se baseia no passado e no futuro, o coração sente inspiração no agora. A mente se agarra aos medos do passado e projeta os seus desejos no futuro, com isso perde-se o presente e não é possível ouvir a voz do coração. Devido a isso temos dificuldade em meditar, ficamos pulando do passado para o futuro feito macacos, raramente estamos no presente. Quando congelamos a mente e nos concentramos no coração, vivemos o momento presente, despertamos para a vida, passamos a existir realmente.
A mente é o acúmulo de informações, o coração é a liberdade de pensamento, o novo, o criativo. A mente é importante quando você está preparando uma planilha ou organizando dados para um novo projeto. O coração é fundamental para você colocar amor nas suas ideias e motivação nas suas ações. A mente é útil no orçamento doméstico, mas não no relacionamento afetivo. Ela é necessária no aprendizado do novo idioma, mas não é necessária na meditação.  A mente vicia as nossas atitudes, o coração as liberta.
Você já reparou que a maioria de nós se sente muito mais jovem do que a idade que o corpo contabiliza? Sabe por quê? Porque os anos são contados pela mente, mas as nossas vivências são contadas pelo nosso coração e essas são muito mais marcantes que as horas.
Eu tive uma professora de artes que vivenciou uma história de amor incomum, ela e o marido abandonaram a vida religiosa para casar. Um dia perguntei para ela o que havia sido mais lindo no amor deles. De pronto ela respondeu: A coragem que tivemos em assumir o sentimento, pois sem ela nós JAMAIS teríamos vivido anos tão intensos e felizes. O medo era enorme, mas seguimos em frente, resolvemos enfrentá-lo!!
O medo pode nos alertar para alguns perigos, mas apenas para alguns. A maioria das nossas decisões precisa equilibrar a equação ‘mente x coração’ para não ficarmos presos ao passado e nem adiarmos o que deve ser feito. Aliás, não deixar para AMANHÃ as decisões de HOJE também elimina uma grande parte das nossas inseguranças, pois viver com intensidade nos torna mais fortes! Você pensa que amanhã será mais sábio ou culto do que hoje? Acredita que no futuro tomará decisões melhores? Esqueça! No futuro você será a mesma pessoa, apenas estará mais velho. A raiz dos seus medos será a mesma, ela somente estará apoiada em outro lugar. Hoje o seu medo pode ser a perda do emprego, daqui a pouquinho será o medo da doença, mas você será o mesmo medroso refletindo as suas inseguranças em outros espelhos.
O escritor e poeta Fernando Pessoa escreveu: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
Escolha viver, pare de MALTRATAR AS HORAS feito um maluco que vive mostrando o mesmo álbum de fotografias e contando as mesmas histórias repetidas vezes. Olhe as fotos do passado, mas não esqueça de tirar novos retratos e de contar novas histórias. Não seja cansativo, repetitivo e estéril. Cresça, reinvente-se, nutra a sua mente com novos dados, imagens e lembranças. Quando você se der conta perceberá que os medos ficaram no passado e que os sonhos do futuro estão sendo vividos AGORA e com o coração.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Ligia Guerra


segunda-feira, 9 de março de 2015

Como lidar com as críticas? 6 Dicas da Psicologia

Como lidar com as críticas? 6 Dicas da Psicologia

Olá amigos!
Neste texto, gostaria de compartilhar com vocês algumas reflexões a respeito de criticar e ser criticado. Às vezes, nós mesmos nos criticamos muito, não é? A ideia é pensarmos sobre o que podemos fazer para lidar com as críticas, internas e externas.
Na PNL, Programação Neuro-linguística, nós dizemos que todo comportamento tem uma finalidade positiva, embora possa não ser um comportamento positivo ou utilizar de meios positivos em si. A crítica é um excelente exemplo disso. Se pensarmos a respeito da finalidade da crítica, veremos que ela geralmente tem uma finalidade boa, positiva, construtiva, porém pode ser feita de uma maneira negativa, destrutiva, agressiva.

Qual é a finalidade da crítica?

Quando estava no mestrado, me lembro muito de um período pouco antes das qualificações. A qualificação é o momento em que o aluno é avaliado por uma banca, cerca de 1 ano antes, de fazer a defesa da dissertação. Neste período, todos os colegas estavam um pouco preocupados como seria a qualificação, especialmente porque os professores da banca geralmente criticam o nosso trabalho. E qual é a finalidade da crítica?
Se olharmos friamente, veremos que a banca critica o aluno – na qualificação – para que ele possa reavaliar o trabalho, ver pontos que estão fracos ou podem ser melhores, mudar capítulos ou formas de abordar um determinado problema. Portanto, a crítica visa ajudar o aluno a melhorar o seu trabalho.
Este exemplo também é bom porque nos mostra que a banca está criticando a dissertação. Não é uma crítica ao aluno. Isto é importante ressaltar: saber separar o objeto da crítica do sujeito que está sendo criticado é um método já muito eficaz para não criarmos mágoas.
Digamos que você esteja aprendendo uma nova habilidade, como tocar piano ou falar inglês. Se o professor critica um erro, não está criticando a sua pessoa, mas o seu erro. E o objetivo, novamente, é para que possamos aperfeiçoar e seguir em frente.
Deste modo, podemos ver que a crítica tem uma finalidade positiva, que é a do aperfeiçoamento de um comportamento.

E quanto às críticas negativas?

Existe muita gente por ai que é realmente sem noção, rs. Ao invés de criticar de uma forma educada, critica de uma forma para ferir, para magoar, para prejudicar.
Digamos que você esteja aprendendo a dirigir. Você ainda não sabe dirigir e isto não faz de você uma pessoa burra, incapaz ou trouxa. Se o instrutor te critica desta forma, dizendo: “- Você é muito burro!” ele está criticando não o comportamento, mas a pessoa do aluno.
Em empresas é comum isto acontecer, ou seja, no ambiente profissional muitos chefes acham que esta é a forma de controlar seus funcionários, aumentar a produção, de pressionar para que o trabalho fique melhor ou mais rápido. Claro que isto é uma tremenda ignorância.
Quando recebemos críticas deste nível, temos que nos afastar e avaliar exatamente o que está acontecendo. Errar um comportamento não faz uma pessoa ser imbecil ou idiota, não é mesmo? Não devemos levar, então, este tipo de crítica como uma verdade. Como disse acima, saber separar o comportamento da pessoa é fundamental.

Dicas para lidar com as críticas

1. Avalie se existe alguma verdade a respeito da crítica. Se houver, esqueça a crítica e comece a procurar formas de você melhorar. Se não houver verdade alguma, deixe a crítica desaparecer, afinal ela é mentira.
2. Procure ver na crítica um apontamento para o seu próprio comportamento, não para a sua pessoa. Independente do fato de haver um erro, um descuido, ou uma falta, isto não muda o seu ser, a pessoa quem você é, os valores que você tem.
3. Procure, internamente, criticar a crítica. Indo um passo para trás, você pode começar a criticar a crítica recebida. O que ela tem de errado? Por exemplo, se disseram para você que o seu sotaque é ruim (em uma aula de inglês), saiba que ao redor do mundo existem muitos sotaques para a língua inglesa, como é o inglês britânico, norte-americano ou australiano. Além do sotaque do país, ainda existe o sotaque em cada região deste país. Portanto, claro, você pode melhorar o seu sotaque, mas se preocupar demais com isto é bobagem. Com isto, você estará criticando – racionalmente – a própria crítica.
4. Com críticas negativas, aquelas que não tem sentido e são apenas para ferir, procure analisar um pouco a pessoa que fez a crítica. Quem tem necessidade de criticar desta forma geralmente tem problemas. E se a pessoa tem problemas, para que você vai se importar? A melhor resposta é o silêncio, deixar as coisas para lá… afinal, uma pessoa problemática não aceitaria um argumento, um diálogo civilizado, uma troca de ideias…
5. Se você se critica com frequência, tente analisar com calma cada uma das críticas. Para que elas servem? Elas estão te protegendo de um perigo – suposto ou imaginário? Escreva em um papel cada uma delas e você poderá encontrar a razão para elas existirem. Em geral, as críticas internas visam nos proteger de dificuldades ou problemas externos. Porém, em muitos casos, causam mais dor de cabeça do que solução e podem ser mais complicadas até do que as críticas externas…
6. Lembre-se que todos os que fizeram importantes realizações foram criticados. Receber críticas, em si, não é nada demais. Se a crítica for positiva, e se ela for verdadeira, ela te ajudará. Se não for verdadeira, será apenas algumas palavras jogadas ao vento por alguém que não tem nada melhor do que fazer…

5 formas para superar o não posso, não consigo que te bloqueia

5 formas para superar o não posso, não consigo que te bloqueia

Como superar as crenças negativas? Como ultrapassar os limites autoimpostos? Como superar os bloqueios mentais
Olá amigos!
Todos nós temos certas crenças negativas que nos bloqueiam. Uns mais, outros menos. Uns em uma área, outros em outra. Qualquer um que tenha querido mudar alguma vez deve ter se questionado: como superar tais bloqueios? Como deixar de lado tais crenças negativas? Como ultrapassar os limites auto-impostos?
No texto de hoje, darei algumas dicas do que tenho aprendido.

1) Tarefas grandes e tarefas pequenas

Quando fazer algo novo consiste em fazer uma série de ações (o que David Allen, do Getting Things Done chama de projetos), especialmente os projetos que são enormes, podemos simples começar a pensar que não vamos dar conta.
No ambiente acadêmico, vejo como os alunos ficam acreditando que não vão conseguir quando tem que concluir seus TCC’s, dissertações de mestrado, teses de doutorado. Isso acontece porque são necessários centenas, talvez milhares de passos ainda até terminar.
No meu doutorado mesmo, às vezes me sinto sobrecarregado. Para vocês terem uma ideia do trabalho que dá: até o dia de hoje já escrevi mais de 116.000 palavras!
E o que fazer quando começamos a pensar que ainda falta muito? Que a tarefa ou atividade é tão, mas tão tão grande que não vamos dar conta?
Simples: divida em passos menores. Divida em coisas pequenas. Muito pequenas. E só pense nesse próximo que você tem que dar. Por exemplo, hoje eu vou escrever apenas uma página do capítulo 3. Só uma. Talvez só mais 1.000 palavras (não é muito, um texto como esse normalmente ultrapassa esse número).
Portanto, divida para governar. Esqueça o que ainda falta e foque em um pouco. Um pouquinho só que você vai conseguir continuar. Pode ser uma tese. Pode ser um projeto. Pode ser para mudar o seu peso. Pode ser qualquer coisa, qualquer coisa que você porventura acha imensamente grande (ganhar 100.000 milhões de reais).

2) Comparações com outros

Infelizmente a sociedade em que vivemos tem o hábito de comparar uma pessoa com a outra. E, em nosso processo de crescimento, talvez tenhamos incorporado esse hábito. Então, quando queremos superar um bloqueio, pode ser que passemos a comparar os nossos comportamentos com os dos outros.
Por exemplo, a pessoa pensa: “Eu não vou conseguir fazer isso. Veja só Fulano ou Ciclana. Tem tanta facilidade para fazer isso. Mas eu acho que não. Eu não vou conseguir fazer…”
Esse tipo de comparação – na verdade qualquer tipo de comparação – é uma grande bobagem. Nem pessoas que tem a mesma carga genética e a mesma história ambiental (gêmeos) são iguais. Por termos tantas diferenças individuais, é simplesmente um absurdo se comparar com ele ou com ela ou com aquele outro…
É curioso observar que este tipo de pensamento também pode servir como uma desculpa. “Fulana consegue malhar todos os dias. E perdeu já 12 quilos. Mas eu não consigo. Nem vou tentar”.

3) Eu não posso. Eu não consigo mudar. Sempre fui assim. Sempre serei

Há um tempo atrás eu escrevi este texto – O que é Mindest? Conheça os dois tipos – que explica como podemos cair no extremo de acreditar que não há possibilidade de mudança. É engraçado observar de perto esse tipo de crença porque, na realidade, é totalmente impossível não mudar.
Se você está respirando, está trocando o tempo todo oxigênio e gás carbônico (e outros gases) com o ambiente. Se você se alimenta – e obviamente você se alimenta – você está trocando substâncias o tempo todo com o ambiente. Estima-se que em 7, 8 anos quase que a totalidade dos átomos que estão no seu corpo terão saído!
Mas é claro que quando pensamos que não conseguimos mudar porque somos assim ou assado estamos acreditando no contrário: que não é possível mudar. Ou que não é fácil.
Porém, não devemos manter este tipo de pensamento, de que sou do tipo X e sempre serei desta forma. Isto nos impede de crescer e ampliar a nossa consciência.
Uma maneira simples de passar a quebrar este tipo de limitação é perceber que mudamos em outras áreas. O nosso corpo muda. Desde o ano passado, desde a década passada, passamos certamente por milhares de transformações! E se mudamos de um lado, se mudamos em uma área, podemos com certeza mudar em outra.

4) Antes feito do que perfeito

Algumas pessoas tendem ao perfeccionismo que é, em resumo, a tendência a querer deixar as coisas o mais perfeito o tempo todo. Nada errado em querer sempre fazer tudo com perfeição. O problema começa a ocorrer, entretanto, quando não se faz, porque não está ficando perfeito ou porque se crê que não vai ficar perfeito. “Se não vai ficar perfeito, melhor nem fazer”.
No Coaching eu aprendi um princípio excelente para lidar com este tipo de perfeccionismo que, no fundo, acaba se transformando em autocrítica. O princípio é: antes feito do que perfeito ou antes feito do que não feito.

5) Não posso, não consigo porque serei criticado

Escrevendo aqui para o site eu aprendi muito sobre críticas. Em poucas palavras, existem 2 possibilidades de críticas:
- críticas que querer ajudar. Por exemplo, um leitor entra aqui no site e nota que há um erro de digitação ou que uma informação importante ficou faltando.
- críticas que não querem ajudar. E, dentro deste espectro, existem críticas que são críticas à pessoa (e não ao conteúdo ou ao comportamento), críticas que são ofensivas e chulas, críticas que são pejorativas, etc.
Tendo em vista estes dois tipos de críticas, eu avalio hoje do seguinte modo: críticas que não querem ajudar não servem de nada. Dizem mais da pessoa que disse do que da pessoa que foi alvo. Críticas que querem ajudar são fantásticas. Nos ajudam a nos aperfeiçoar e a crescer.
Portanto, se você for alvo de uma crítica que não visa te ajudar, deixe de lado. Se, por outro lado, é uma crítica que pode te fazer crescer, dê tempo ao tempo, absorva, reflita e aprenda. Porém, não paralise porque você pode ser criticado. Afinal, ser criticado (se for uma crítica construtiva) pode ser o que melhor vai acontecer!

Conclusão

Quando eu era adolescente, eu ficava fascinado com a crença defendida por alguns autores da PNL que diziam que não deveríamos adotar a crença da psicanálise de que precisamos de muitos e muitos anos de análise para mudar. Uma pessoa consegue realizar uma importante mudança em questões de segundos. Eu ficava pensando… como isso pode ser possível?
Hoje concordo com os dois tipos de pensamento, embora sejam contraditórios entre si mostram dois aspectos do processo de mudança. Existem momentos em nossas vidas que basta um único pensamento para mudar.
Por exemplo: “isso não está bom. Vou fazer diferente. Vou mudar!”. E a pessoa muda.
Em outros casos, em que muitas e muitas emoções estão envolvidas, pode ser necessário um processo mais longo de terapia ou de análise.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Se sentir feliz

____

1.

Motivos para não se permitir sentir feliz
 

 

semana passada eu compartilhei os relatos de muitas pessoas em seu momento de felicidade e comentei que muitas se constrangiam em bradar em plenos pulmões o seu bem-estar, como se fosse um "pecado" ser feliz.
Eis alguns dos motivos aqui:

Achamos que a felicidade tem a ver com condições externas, logo quando é um estado interno, subjetivo e muito pessoal alimentamos dúvida se o nosso critério é válido. E é válido.Imaginamos que a felicidade precisa ser um grande evento, algo extraordinário, um feito, uma grande epopéia que acontece em nossa vida quando na verdade é a vivência de relações pessoais satisfatórias e gratificantes.Temos medo de admitir felicidade por uma culpa que amedronta a nossa estabilidade. Sabe a sensação de "quem muito ri uma hora vai chorar"? Pois é, isso é falso e uma percepção enganosa das emoções, nem sempre estamos em altos e baixos.Porque alimentamos a cultura da inveja e da comparação, então não admitimos felicidade por medo de um "olho gordo" que nunca é capaz de nos atingir. Do ponto de vista psicológico isso é uma crendice e só tem efeito se você ficar sugestionado pela ideia de perda potencial e criar uma profecia autorrealizadora, mas ninguém tem a capacidade de derrubar alguém por "olho gordo".Medo de gostar de algo e depois ter que desapegar do bem-estar, então nem gostamos muito para depois não ter que nos livrar do que nos felicitou. Ou seja, é preciso ter desapego da alegria para gozar dela o quanto quisermos independente se ela será duradoura ou não.Por medo de se decepcionar depois, como se a atitude dos outros tivesse que determinar o quanto a gente mesmo gostou e ao invés de viver a felicidade com os outros ficamos checando se o outro nos ama também, se é recíproco, se é honesto. Enquanto você não parar de checar a honestidade dos outros (como se ela determinasse seu bem-estar pessoal) para então se liberar o gozo, isso nunca vai fazer você feliz.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Dicas para uma Vida Melhor

Dicas para uma Vida Melhor

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vida melhorDez dicas para você se aprimorar e ter uma vida muito melhor


1-Desenvolva relacionamentos

Analise a existência de equilíbrio de todos os tipos de relacionamentos em sua vida. Todas as pessoas precisam ter: amigos, conhecidos, amigos super-íntimos e confiáveis para confidências, pessoas que são apenas conhecidas, mas você as cumprimenta com alegres “como vai?”, familiares com quem você sempre poderá contar nos momentos difíceis, amantes (que pode incluir namorado, marido, ficante, etc), e colegas de trabalho e mentores – os quais você se espelhará e tirará o melhor aprendizado.

2-Aparência adequada

Perceba que há diferença entre boa aparência e aparência adequada. Para estarmos confortavelmente inseridos socialmente devemos perceber quando é hora de usar bermuda e quando é hora de usar roupa social. Também faz parte da adequação você conseguir olhar no espelho e gostar do que vê. É importante que você tenha uma análise critica sobre você mesmo -  o “tanto faz” é muito pernicioso. Também não podemos esquecer que o mundo é um tanto preconceituoso e fazem uma primeira avaliação (às vezes resistente a mudanças) considerando sua aparência – tire proveito deste preconceito e dê a informação que você gostaria que as pessoas tivessem a seu respeito simplesmente usando sua aparência como fonte.

3-Seja afirmativo

Você se comporta de forma diferente a diferentes pessoas e nem percebe que isso acontece. Você é mais submisso diante de uns e mais espontâneo diante de outros.  Já parou para pensar no porque disso? É porque as pessoas “ditam” como os outros devem reagir a elas – e também não percebem que fazem isso. Seja bem inteligente e determine como você quer que cada um se comporta contigo. A melhor forma de fazer isso é sendo afirmativo: coloque-se de forma segura e não tenha medo de dizer o que pensa, mas nunca se esqueça de ser elegante. Não faça rodeios, a menos que você queira que as pessoas desconsiderem suas necessidades você não pode dar chance para que cada um interprete erroneamente sua prioridades.

4-Seja independente

Pense em todas as formas de independência e lute por cada uma delas. Seja independente emocional e financeiramente. Faça de tudo para que suas decisões não sejam baseadas no quanto as pessoas o aprovariam ou no quanto você ficaria desamparado caso vá por um caminho contrário aos desejos dos outros. Isso inclui as pessoas que não separam um relacionamento frustrante porque precisa de ser mantida financeiramente pelo outro. Também inclui as pessoas que compram, comem e usam coisas que não gostam mas sentem que precisam agrada as outras pessoas mais do que a si mesmas.

5-Seja autônomo

Tenha iniciativa. Tenha em mente quais são os seus valores e o que é importante para você. Não se deixe levar por modas. Faça qualquer coisa só e simplesmente porque todo mundo faz. Avalie sempre o que é importante para você e lute para colocar em pratica. Pense por sua própria cabeça.

6-Cultive um amor

Todos merecem ter, ao menos uma vez na vida, um amor romântico, um amor físico e um amor platônico. Ok, sabemos que ter tudo o tempo todo pode não ser possível, mas as lembranças também alimentam nossa alma e não fique triste se o amor romântico já se foi. Desfrute suas lembranças, mas faça de tudo para não perder oportunidades de manter ou iniciar um amor. Avalie o que você pode fazer, como pode conhecer pessoas novas, seja ativo.

7-Tenha o seu conceito sobre divindades

Não precisa ter uma religião, não precisa praticar nada, mas saiba o que a palavra Deus (ou deuses) signifique para você. Mesmo que você chegue a conclusão que não significa nada tenha um conceito – que até pode ser alterado conforme novas informações chegarem até você. Se dê o direito de explorar este conceito frequentando lugares, ouvindo pessoas, lendo. Tenha a mente aberta e nunca critique pessoas que pensam diferente de você. Só doutrine quem estiver a fim de ser doutrinado e nunca considere que você é o único que tem a verdade. Não escolha e nem rejeite pessoas por suas crenças.

8-Tenha planos para o futuro

Se não souber aonde quer ir andará em círculos. Isso vale para um passeio de domingo como vale para sua vida, carreira e relacionamentos. Tente decorar um cômodo sem antes planejar como gostaria que fosse o resultado final e você terá uma bagunça com elementos lindos que não combinam nada com nada. Assim é com a vida, sem pensar o que gostaria de obter você investirá tempo e dinheiro em coisas e pessoas que no final você conclui que nunca valeram a pena.

9-Cultive atividades prazerosas

Tenha lazer. Saiba que ficar deitado a tarde toda não é lazer, é preguiça. Descubra o que  te encanta e vá praticar. Se sinta muito eficiente em alguma coisa. Se puder transformar esta eficiência em renda, ou seja em trabalho, melhor, se não conseguir ok também, pratique mesmo assim. Mude de atividades e experimente coisas novas. Não fique chateado de mudar de atividade, o importante que sempre haja algo legal para fazer.

10-Cuide de seus pensamentos

Gostamos de pensar que tudo o que passa em nossas mentes é verdadeiro, mas não é. Gostamos de pensar que não somos preconceituosos, mas podemos ser. Você pode se deixar levar pela primeira impressão que  as pessoas transmitem, pode crêr que qualquer impressão seja intuição. Não somos tão intuitivos quanto gostaríamos, podemos ser preguiçosos e não nos darmos ao trabalho de analisar nossas conclusões apressadas. Tire um momento agora e dê o direito de duvida para todas as pessoas. Considere que aquele “egoísta” possa ser alguém que passou por muitas dificuldades e não sabe se expressar direito. Considere que o “malvado” possa estar correto em suas colocações. Mesmo que depois de uma destas analises você perceba que sua conclusão inicial estava correta valeu a pena este exercício mental – você abriu sua mente para novas possibilidades.
Se perceber que seus pensamentos são fonte de angustias um psicologo pode lhe ajudar.


imaginaçãoEntrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu  para o site Abilio Diniz



Imaginar pode ajudar nossa saúde mental


1 – É possível conduzir o pensamento a nosso favor? A imaginação pode ser benéfica para saúde? Como isso é possível?

Psicóloga: Sim, é possível e muito desejável que pratiquemos este conduzir pensamentos. Temos duas opções: deixar nossa cabeça, nosso pensamentos vagarem ao sabor de nossas ansiedades e medos ou podemos tomar as rédeas de nossas cabeças.   A imaginação é um instrumento poderoso para este auto controle, pois somos muito mais responsivos às imagens do que a apenas ideias abstratas. Quando damos oportunidade a nossa própria mente para desenvolver imagens mentais positivas estamos construindo uma atitude interna muito mais poderosa.

2 – Fantasiar uma cena prazerosa pode trazer uma sensação de felicidade mesmo aquilo não sendo realidade? Porque isso ocorre com a nossa mente?

Psicóloga: Nossa mente não distingue se a imagem é real ou imaginada e reage da mesma forma. Uma prova disto são estudos onde pessoas treinam mentalmente que estão na quadra de basquete praticando cestas, e depois de alguns dias estas pessoas , quando comparadas com um grupo que não treinou, demonstram claramente que melhoraram. Isto quer dizer que tudo o que você imaginar será percebido como real. Outra prova disto são as pessoas com tendência a ruminar, que passam horas pensando nas possíveis coisas desagradáveis que elas imaginam que irão ouvir do patrão, amigo, etc, e quando encontra estas pessoas reage de forma muito desagradável e incompatível com o que esta pessoa realmente falou.
Fantasiar cenas prazerosas trazem tanta felicidade quando fantasiar cenas desagradáveis tras infelicidade.

3 – A imaginação acontece quase que naturalmente, em que situações, ela pode ser prejudicial? Imaginar cenas ruins pode afetar nossos pensamentos e ações no dia a dia?

Psicóloga: A imaginação ocorre naturalmente conforme o histórico de vida da pessoa, ou seja se ela tem vivido coisas interessantes sua imaginação será positiva, mas se ela teve muitas experiências negativas tenderá a ter pensamentos e imagens internas negativas, mas nada impede de que a pessoa não se deixe dominar pelo que já vem acontecendo e permita que nossas possibilidades tomem conta de sua mente imaginando outras cenas mais positivas.

4 – Imaginar como será nossa vida no futuro tem a ver com a construção dos sonhos? Ou seja, imaginando como seria um emprego ou um casamento ideal, passamos a sonhar com isso?

Psicóloga: Se você se refere aos sonhos que temos à noite a resposta é não. Não podemos comandar o conteúdo dos sonhos, mas se você se refere ao sonho simbólico o sonho de uma vida melhor, sim , quanto mais imaginamos um ótimo emprego e casamento mais teremos recursos para ter atitudes que promovam estas coisas.

5 – É possível controlar a imaginação? Como podemos fazer isso? Existe alguma técnica específica?

Psicóloga: Sim, a psicoterapia é uma forma de reconstruir pensamentos para que possamos imaginar cenas mais produtivas em nossas vidas, mas qualquer um pode fazer de maneira simples, basta separar um tempo para isso, sentar-se confortavelmente, respirar fundo, identificar quais conteúdos seriam os mais benéficos e construir cenas dentro deste parâmetro. Deve ter cuidado para que a mente não escorregue para outros assuntos ou ruminações.

6 – Existe algum exercício, por exemplo, em que usamos a imaginação (imaginamos cenas agradáveis) para interromper pensamentos negativos e de preocupação ou até contra a ansiedade?

Psicóloga: O melhor exercício é a reestruturação cognitiva, é uma técnica aplicada por psicólogos para que os pensamentos disfuncionais sejam substituídos por outros mais verdadeiros e positivos. Uma dica seria reconstruir seu próprio passado, ou seja, imagine finais diferentes para as situações negativas do passado. Mesmo que você saiba que o que você esta imaginado agora não foi o que realmente aconteceu seu cérebro lhe fornecerá um repertório mais positivo para que novas construções sejam possíveis.

7 – A imaginação pode ajudar também na criatividade? Como e porque existe essa ligação?

Psicóloga: Creio que tanto ajuda na criatividade como também o oposto é o verdadeiro, a criatividade ajuda na imaginação.

Aprenda a dizer NÃO

Aprenda a dizer NÃO

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Não diga SIM quando quer dizer NÃO
É muito importante que você consiga ser coerente com seus valores. Não é não. Sim é sim. Não seja cruel consigo mesmo e nem engane as pessoas dizendo “sim” quando seu sentimento está para “não”, no fundo você está se enganando. Você acaba se confundindo e nem você sabe o que quer. Muita gente tem essa dificuldade, concordam quando queriam discordar. Em psicologia a gente diz que estas pessoas têm dificuldade de auto-afirmação.
Em que situações as pessoas demonstram essa dificuldade de auto-afirmação?
- Comprar coisas que não quer porque não consegue falar NÃO para o vendedor.
- Não conseguir provar uma roupa e sair da loja sem comprar.
- Não devolver produtos adquiridos com defeitos.
- No cinema não é capaz de pedir para as pessoas respeitarem seu espaço, e engole aquele chato que fica batendo na sua cadeira ou falando alto.
- Amigos pedem coisas inadmissíveis, e para não perder o amigo, para não se indispor,  você acaba fazendo coisas ridículas como, por exemplo, ir à casa da ex deste amigo  pedir um disco de volta, coisa que você sabe que não devia fazer, que não quer fazer mas não consegue falar NÃO.
- Não recusar convites do chefe, de festinhas chatas, que você só vai para marcar presença, mas ele nem percebe que você esteve lá, e você não conseguiu dizer NÃO.
- Deixar que furem a fila na sua frente.
Ou seja, você “engole sapos” porque não consegue se colocar.
Porque tem gente que não fala NÃO nem quando está sendo prejudicado?
Porque têm dificuldade em assumir o que pensa. O medo de ser mal compreendido é maior do que se defender. O medo de ser rejeitado pesa muito mais do que deveria. Medo de ser criticado, de não agradar. Tem gente que assume compromissos com quem não tem a menor afinidade só por medo de ficar sozinho, ou de magoar os outros.
No fundo o medo maior é da pessoa ser vista pelo outro como sem graça, como desinteressante. É a necessidade de agradar.
Essas pessoas não estão percebendo o mal que estão fazendo para si mesmas, ou até percebem, mas simplesmente continuam assim porque não sabem como mudar.
É por isso que eu gosto da linha da terapia comportamental. Porque é uma terapia prática. O psicólogo te “treina” literalmente para você ter novos comportamentos. Você precisa de treino para se colocar no mundo de uma forma mais objetiva e mais saudável.
Enquanto a pessoa não mudar ela vai achar que ela tem que dizer sempre SIM, pois ela pensa que isso garante que nunca será criticada por ninguém, pensa que terá aprovação sempre. Mas a gente sabe que isso é mentira. No fundo, o mundo não recebe bem aquele que diz “amém” para tudo.
Quem gosta de pessoas que não sabem dizer NÃO?
Só os aproveitadores gostam. Mas quem quer um aproveitador na sua vida? Quem tem essa dificuldade de auto-afirmação, não consegue perceber que ela pode dizer NÃO e ainda assim ser admirada pelo outro. Ela acha que é tudo ou nada. Se ela se negar a fazer um favor para o outro esse outro vai riscá-la do mapa. É por isso que essa pessoa precisa de um novo aprendizado. Precisa de orientação e mudar essa atitude.
Tem a ver com auto-estima?
Totalmente. Quando você concorda com o outro “só da boca pra fora” você se corrói por dentro. Ela abre mão de suas vontades e ainda por cima joga a responsabilidade no outro. Acha que os outros são extremamente exigentes, críticos, e injustos, mas muitas vezes é ela que é exigente com ela mesma, e não se permite um pouco de flexibilidade. No fundo esse comportamento de dizer SIM quando quer dizer NÃO é auto-proteção. A pessoa crê que está se defendendo de um mundo exigente. Mas vai ter uma hora em que ela vai perceber que ninguém consegue agradar a todo mundo o tempo todo, ninguém consegue. É nessa hora que a pessoa precisa de apoio, porque quando ela descobre que é impossível agradar a todo mundo o tempo todo ela cai em depressão, se desespera, tem crises de ansiedade, pode até desenvolver uma síndrome do pânico.
Esse é um excelente momento para buscar orientação. Você pode aproveitar essa chance, que é quando você se dá conta que não tem o poder de controlar a opinião do outro, não tem como controlar a reação do outro. Esse momento é importante, porque ou você se desespera com isso porque agora você vê que não dá para agradar a todo mundo ou você aprende que ouvir críticas pode não ser tão destruidor assim.
Perceba que os outros também não vão ser agradáveis o tempo todo, e tudo bem, não precisa.
Você tem o direito de ser afirmativo,  olhar nos olhos da outra pessoa e dizer “Não gostei do que você fez, por favor, não faça mais”. Veja que isso não é o fim do mundo. Ao contrário, isso resolve muita amargura guardada em um cantinho de sua mente.
Falar ou ouvir a palavra “não” é saudável e natural. Quando perceber isso você passa a ter mais disposição para cuidar de você mesmo.
Essa compreensão faz parte do processo de abandonar a meta impossível: de “ser perfeito”. Diga “sim” só quando você quer dizer “sim”. Porque é impossível agradar a todo mundo o tempo todo e você não precisa sentir culpa por isso. Medo de errar gera mais medo, e quanto mais medo... menos coisas você faz para sua própria realização.
Você tem que ter coragem para tentar acertar, isso te motiva para agir e atingir suas metas. Mas percebam que eu o termo “Tentar”. Se você perceber que você não é obrigado a acertar, você fica mais livre para continuar tentando, e com mais tentativas mais chance de acertos.
Pelé, nosso “rei” deu um belo exemplo, disse que só conseguiu fazer mais de 1280 gols porque  se permitiu errar milhares de vezes.
Não tenha vergonha dos seus sintomas, eu tenho 20 anos de experiência e sei que aquele problema que você acha que só você tem, na verdade acaba sendo muito mais comum do que você imagina. O importante é que você se trate e se sinta bem, realizado, tranqüilo e feliz! Conte com um psicólogo para aprender a falar 'não" na hora e do jeito certo.
É muito importante que você consiga ser coerente com seus valores. Não é não. Sim é sim.
Não seja cruel consigo mesmo e nem engane as pessoas dizendo “sim” quando seu sentimento está para “não”, no fundo você está se enganando. Você acaba se confundindo e nem você sabe o que quer. Muita gente tem essa dificuldade, concordam quando querem discordar.
Em psicologia a gente diz que estas pessoas têm dificuldade de auto-afirmação.

Situações na quais as pessoas demonstram dificuldade de auto-afirmação

- Comprar coisas que não quer porque não consegue falar NÃO para o vendedor.
- Não conseguir provar uma roupa e sair da loja sem comprar.
- Não devolver produtos adquiridos com defeitos.
- No cinema não é capaz de pedir para as pessoas respeitarem seu espaço, e engole aquele chato que fica batendo na sua cadeira ou falando alto.
- Amigos pedem coisas inadmissíveis, e para não perder o amigo, para não se indispor,  você acaba fazendo coisas ridículas como, por exemplo, ir à casa da ex deste amigo  pedir um disco de volta, coisa que você sabe que não devia fazer, que não quer fazer mas não consegue falar NÃO.
- Não recusar convites do chefe, de festinhas chatas, que você só vai para marcar presença, mas ele nem percebe que você esteve lá, e você não conseguiu dizer NÃO.
- Deixar que furem a fila na sua frente.
Ou seja, você “engole sapos” porque não consegue se colocar.

Alguns não falam NÃO nem quando estão sendo prejudicados

É possível que estas pessoas  tenham dificuldade em assumir o que pensam. O medo de ser mal compreendido é maior do que a necessidade em se defender. O medo de ser rejeitado pesa muito mais do que deveria. Medo de ser criticado, de não agradar. Tem gente que assume compromissos com quem não tem a menor afinidade só por medo de ficar sozinho, ou de magoar os outros.
No fundo o medo maior é da pessoa ser vista pelo outro como sem graça, como desinteressante. Esta é a famosa necessidade prejudicial de agradar.
Essas pessoas não estão percebendo o mal que estão fazendo para si mesmas, ou até percebem, mas simplesmente continuam assim porque não sabem como mudar.
É por isso que eu gosto da linha da terapia comportamental. Porque é uma terapia prática. O psicólogo trabalha no sentido de “treinar” novos comportamentos. Você precisa de treino para se colocar no mundo de uma forma mais objetiva e mais saudável.
Enquanto a pessoa não mudar ela vai achar que ela tem que dizer sempre SIM, pois ela pensa que isso garante que nunca será criticada por ninguém, pensa que terá aprovação sempre. Mas a gente sabe que isso é mentira. No fundo, o mundo não recebe bem aquele que diz “amém” para tudo.

Alguém gosta de pessoas que não sabem dizer NÃO

Só os aproveitadores gostam. Mas quem quer um aproveitador na sua vida? Quem tem essa dificuldade de auto-afirmação, não consegue perceber que ela pode dizer NÃO e ainda assim ser admirada pelo outro. Ela acha que é tudo ou nada. Se ela se negar a fazer um favor para o outro esse outro vai riscá-la do mapa. É por isso que essa pessoa precisa de um novo aprendizado. Precisa de orientação e mudar essa atitude.

Dificuldade em dizer a palavra NÃO tem a ver com auto-estima

Totalmente. Quando você concorda com o outro “só da boca pra fora” você se corrói por dentro. Ela abre mão de suas vontades e ainda por cima joga a responsabilidade no outro. Acha que os outros são extremamente exigentes, críticos, e injustos, mas muitas vezes é ela que é exigente com ela mesma, e não se permite um pouco de flexibilidade. No fundo esse comportamento de dizer SIM quando quer dizer NÃO é auto-proteção. A pessoa crê que está se defendendo de um mundo exigente. Mas vai ter uma hora em que ela vai perceber que ninguém consegue agradar a todo mundo o tempo todo, ninguém consegue. É nessa hora que a pessoa precisa de apoio, porque quando ela descobre que é impossível agradar a todo mundo o tempo todo ela cai em depressão, se desespera, tem crises de ansiedade, pode até desenvolver uma síndrome do pânico.
Esse é um excelente momento para buscar orientação. Você pode aproveitar essa chance, que é quando você se dá conta que não tem o poder de controlar a opinião do outro, não tem como controlar a reação do outro. Esse momento é importante, porque ou você se desespera com isso porque agora você vê que não dá para agradar a todo mundo ou você aprende que ouvir críticas pode não ser tão destruidor assim.
Perceba que os outros também não vão ser agradáveis o tempo todo, e tudo bem, não precisa.
Você tem o direito de ser afirmativo,  olhar nos olhos da outra pessoa e dizer “Não gostei do que você fez, por favor, não faça mais”. Veja que isso não é o fim do mundo. Ao contrário, isso resolve muita amargura guardada em um cantinho de sua mente.
Falar ou ouvir a palavra “não” é saudável e natural. Quando perceber isso você passa a ter mais disposição para cuidar de você mesmo.
Essa compreensão faz parte do processo de abandonar a meta impossível: de “ser perfeito”. Diga “sim” só quando você quer dizer “sim”. Porque é impossível agradar a todo mundo o tempo todo e você não precisa sentir culpa por isso. Medo de errar gera mais medo, e quanto mais medo... menos coisas você faz para sua própria realização.
Você tem que ter coragem para tentar acertar, isso te motiva para agir e atingir suas metas. Mas percebam que eu o termo “Tentar”. Se você perceber que você não é obrigado a acertar, você fica mais livre para continuar tentando, e com mais tentativas mais chance de acertos.
Pelé, nosso “rei” deu um belo exemplo, disse que só conseguiu fazer mais de 1280 gols porque  se permitiu errar milhares de vezes.
Não tenha vergonha dos seus sintomas, eu tenho 20 anos de experiência e sei que aquele problema que você acha que só você tem, na verdade acaba sendo muito mais comum do que você imagina. O importante é que você se trate e se sinta bem, realizado, tranqüilo e feliz! Conte com um psicólogo para aprender a falar 'não" na hora e do jeito certo.

dizer nãoEntrevista cedida pela psicologa Marisa de Abreu  para o portal Minha Vida

Porque é tão difícil dizer não

Dizer “não” é importante para a saúde mental e emocional

Aprender a falar não é importantíssimo para o equilíbrio emocional de qualquer um. As pessoas que “engolem tudo” e não colocam limites às solicitações externas podem estar alimentando sua própria baixo auto estima, pois demonstram que não conseguem valorizar suas necessidades e prioridades.
As pessoas as nosso redor não tem como saber qual seria nosso limite e cabe a cada um de nós informar ao outro quando este limite chegou.

Desgaste que essa simples palavra pode trazer aos relacionamentos

As pessoas que não sabem dizer “não” sofrem caladas ou explodem em horas improprias. Ao sofrer calada há uma possibilidade maior de criar internamente um rancor contra as pessoas que a rodeia, e como este rancor não é expresso não há oportunidade de que estas pessoas mudem seu comportamento para algo que seja mais agradável para ela.
Quando a resposta é de explosão dificilmente a outra pessoa entende o porque disso, pois não foi informada pouco a pouco de que seu comportamento não estava sendo aceitável.

Relação entre o “não” e o sentimento de rejeição

Esta relação é muito grande. Na maioria das vezes a dificuldade em dizer “não” aos outros se deve justamente ao medo de ser rejeitado. Algumas pessoas mais sensíveis simplesmente não suportam a possibilidade de alguém não a aprovar, e com isso faz tudo o que o outro quer dando a falsa impressão de que está tudo bem. Esta falsa harmonia tem prazo curto e em breve há ou uma explosão ou uma retirada definitiva da presença desta pessoa contrariada que não sabe dizer “não”.

Algumas  pessoas que tem mais dificuldade do que outras em dizer “não”

A necessidade de ser aprovado pelo outro é quase parte da natureza humana. Desde os tempos primitivos esta necessidade vem se consolidando com a percepção de que sobreviverá aquele que conseguem viver em grupo.
Somos ensinados desde o berço a obedecer aos adultos  e nisso implica em não falar “não”. Mas mesmo os bebes insistem em usar o “não”, ainda bem, pois este é um treino muito bem vindo. Aquelas pessoas que são mais oprimidas em sua infância provavelmente terão mais dificuldade em falar “não” quando adultas.

Querer sempre agradar aos outros

A necessidade em agradar sempre aos outros pode dificultar muito a capacidade de dizer "não" na hora certa e da forma correta.  A dificuldade em saber se impor e valorizar suas próprias necessidades pode impedir que a pessoa bloqueie os pedidos e colocações inconvenientes  de algumas pessoas. Esta dificuldade denota uma grande insegurança que deve ser superada a fim de que se viva uma vida mais leve e harmoniosa.

Como  não se sentir mal em dizer “não”

Pode-se aprender Assertividade, esta é a arte em identificar qual a hora certa e o jeito elegante de dizer “não”. Existem alguns passos que são ensinado na psicoterapia. O aprendizado é individualizado para cada pessoa pois cada um tem seu histórico de vida e fragilidades diferentes.

Achar que o problema dos outros é mais importante ou maior do que o próprio

A baixa auto estima costuma desmerecer suas necessidades e considerar que o problema do outro e sempre mais importante.

Como  aprender a falar  “não”

O treino de assertividade é ótimo para isso:
1- Demonstre que você reconhecer sentimento, ou a posição da outra pessoa. Demonstre que você não o desmerece.
2- Coloque o seu sentimento, o seu lado da questão.
3- Feche com o que você quer que aconteça. Faça uma proposta.

Abraçar o mundo

Este caso pode ser uma problema de excesso de auto estima (e não baixa auto estima), ou seja, esta pessoa pode considerar que é mais poderosa do que  realmente seria possível e com isso tenta reunir para si um numero exagerado de atividades.

Medo de perder boas oportunidades

Algumas pessoas precisam entender que tudo na vida tem limite e na verdade as boas oportunidades são raras. O que acontece muitas vezes é que quem apresenta a “boa oportunidade” é muito bom de marketing e vende a ideia irreal fazendo com que uma pessoa com dificuldade em dizer “não” compre o que não precisa ou se comprometa com mais atividades do que seria aceitável para qualquer ser humano.

Medo de perder uma oportunidade X considerar que qualquer oportunidade pode ser válida

Estas duas características podem tem origens bem diferentes. A pessoa com medo de perder oportunidade pode ter vivido situações em sua vida onde foi traumático o fato dela não ter reagido. E uma pessoa que considera que qualquer oportunidade é algo válido pode ter sido alguém que simplesmente não aprendeu a colocar limites na própria vida.

Alguns não usam a palavra “não” por serem muito prestativas e sempre querem ajudar

A pessoa que não fala “não” pelo prazer de ser prestativa pode também ser um viciado – o que não é reconhecido pelos outros pois seus atos são percebidos como algo “do bem”, mas este exagero em ajudar a todos sem se importar com seu próprio bem estar pode sim ser reflexo do vicio pela adrenalina desfrutada a cada ato prestativo.

Medo de conflito

O medo do conflito pode ter a ver com sensação de incapacidade em lidar e ele. Esta pessoa pode aprender que tem muito mais força do que acredita e perceber que o outro nem sempre é tão invencível como ela imagina.

Medo que o outro se sinta rejeitado

Muitas vezes o medo que o outro se sinta rejeitado tem a ver com a própria incapacidade em lidar com rejeições. Quando percebemos que rejeição não mata e podemos passar por cima dela quando temos consciência do que estamos fazendo ficamos mais fortes em lidar com o sentimento de rejeição do outro.


ouvir não

Entrevista cedida pela psicologa Marisa de Abreu para Revista Capricho


Pessoas que não gostam de ouvir um "Não"


Tão importante quanto dizer "Não" é saber ouvir a palavra "Não".



Características da pessoa que não sabe ouvir um "não"

Psicóloga: Algumas vezes estas pessoas são tão mimadas que não aprenderam a ter resistência à frustração -na vida há ganhos e perdas queiramos ou não. Outras vezes há um erro de percepção onde a pessoa imagina que ao receber um "não" ela foi rejeitada como pessoa, quando
Aquele que  não quer perder nunca, em situação alguma, se frustra com qualquer negativa que levar, faz birra e logo passa a planos de vingança que só afastam as pessoas dela.

Como lidar com essas situações

Psicóloga: Aprender que cada perda significa um aprendizado a mudar de estratégia da próxima vez. Aprender a ter empatia com as pessoas e perceber que é preciso dar um pouco para ter algo em troca.

As pessoas que conseguem passar bem por isso...

Psicóloga: Não se incomodam se perderam hoje pois sabem que amanhaé um novo dia e sempre haverá oportunidades de novas tentativas e a cada tentativa ela fará de uma forma melhor.



dizer nao

Entrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu para Revista Women's Health



Dificuldade em dizer Não



- Pensando na relação com família, trabalho e amigas. Por que as pessoas têm dificuldade em dizer “não”? Há um medo de perder oportunidades?

Há sim um medo de perder afeto ou consideração. Em algumas situações o que pode ocorrer é o medo da retaliação, medo que ao dizer “não” o outo se vingue de alguma forma.

- O “não” é saudável?

Na medida certa e dito da forma correta é muito, muito saudável.

- Quando o “não” deve ser dito?

Sempre que a pessoa perceber que será mais saudável a todos. Acredito que na maioria das vezes as pessoas se sentem bem ajudando os outros ou aceitando suas propostas, mas algumas vezes as propostas são prejudiciais e nestes casos devem receber um “não”. Entram neste exemplo convites, pedidos ou sugestões.

- Qual é o problema em não saber dizer “não”? O que a pessoa perde quando sempre diz “sim”?

Perde amor próprio e às vezes bens materiais. Não conseguir negar pedidos, solicitações, empréstimos pode ser prejudicial tanto emocional como financeiramente.

- A cultura brasileira é diferente? Nós temos mais dificuldade em lidar com um “não”?

Percebo que em países europeus as pessoas são mais assertivas,  se consideram menos responsáveis pela felicidade do outro e mais responsáveis pela própria felicidade, e sendo assim não sentem tanto confrangimento tanto de dizer como em ouvir um “não”.

- Por que as pessoas condenam o “não”? Ele pode estragar relacionamentos? Está ligado com sentimento de rejeição?

O ‘não” só estraga relacionamento embasado em dependência, relacionamentos saudáveis devem suportar os “nãos” quando ditos de forma adequada e elegante.

- Quais são os passos para a pessoa aprender a dizer “não”? O que deve ser dito/feito/mostrado nessa hora?

1º Validar o sentimento do outro – reconhece que o outro tem o direito de sentir e solicitar o que está em questão.
2º Colocar o seu sentimento, colocar o seu lado da questão. Dizer por exemplo que não tem tempo, ou que não considera que será bom para ninguém que ele, por exemplo, lhe empreste aquele dinheiro.
3º Fechar com uma proposta. Você pode oferecer uma alternativa ou pode simplesmente propor que o outro respeite sua decisão de dizer “não”.

- Dizer “sim” querendo dizer “não” pode ser pior?

Fazer isso é se matar por dentro.

- É melhor ir direto ao ponto? Por que seria ruim enrolar a resposta?

Não devemos confundir elegância com enrolação. Não temos o direito de ser grosseiro nem com aquele que foi grosseiro conosco. Ser elegante é consegui dizer  no tom de voz correto, ou seja, sem grandes cargas emocionais e no momento correto, talvez em particular.

- Há uma linguagem corporal para fortalecer o “não”?

Sim, olhar nos olhos, manter a coluna ereta ajudam a passar a informação de que você está dando uma resposta de acordo com seus valores.

- Como mostrar para o chefe que o “não” tem valor?

O chefe é uma pessoa que tem um certo poder. É a pessoa que pode decidir que não continuaremos a prestar serviço para aquela empresa. E por este ponto de vista é que muitos acabam fazendo coisas contra vontade e valores pessoais. Muitas vezes estaremos diante de tal decisão: manter-se firme em dizer “não” quando temos certeza que estamos corretos ou nos preparamos para buscar nova colocação profissional. É possível que alguns ‘nãos” valham mais que o emprego.

- Como saber ouvir o “não”? Isso também é importante?

Claro, importantíssimo e talvez mais difícil para algumas pessoas – mesmo que para um numero menor de pessoas. Quando temos “certezas” demais e não damos espaço para novas formas de pensar temos dificuldade em ouvir “não”.