* Por Frederico Mattos
Não são uma nem duas pessoas que ouço queixando-se de que as pessoas, no mundo que vivemos, passam por uma séria crise de valores. O que está em voga é levar vantagem, sair por cima, tirar proveito e só atender aos próprios interesses.
Parece que esse problema deságua exatamente na área de relacionamentos amorosos.
Os solteiros se queixam que existe uma guerra oculta de egos, de pessoas querendo levar vantagens sobre as outras e com isso fazendo joguinhos que denunciam um interesse superficial em sexo e dinheiro. Quem conseguir arrancar algum benefício antes parece ser o campeão.
Do outro lado, quem é alvo do jogo se sente usado, seja por ter levado falsos amigos para a casa da praia ou por ter transado precipitadamente com alguém que parecia carinhoso e tranquilo.
Entre os que se relacionam o cenário parece não ser mais confortável, pois surge a dificuldade de ceder espaços, gerenciar crises pessoais e manter-se leal a um sentimento progressivamente renovável como o amor.
O resultado é uma série de casais infelizes e silenciosos (tirando lindas fotos no Facebook) amargurando namoros e casamentos de aparência para evitar entrar no cerco predatório da vida de solteiro. Ou em muitos casos uma relação recheada de traições em que ninguém tem a coragem de jogar aberto e liberar o caminho do parceiro que quer entrar de verdade na história.
As pessoas que se acham com valores mais nobres e querem conhecer pessoas de verdade, carregam serenidade e tem maturidade emocional enfrentam impasses dificílimos.
Onde encontrar esses pares?
Como lidar com as armadilhas no meio do caminho?
Que postura ter em relação às pessoas que conhecem?
Como sair de uma relação problemática?
A resposta não é simples, pois não existe uma fórmula certeira para se blindar do jeito leviano das outras pessoas e nem tão pouco imaginar que existiria

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