sábado, 24 de janeiro de 2015

POR QUE TEMOS DIFICULDADE EM MUDAR?

POR QUE TEMOS DIFICULDADE EM MUDAR?

Posted 1238 dias ago by 
Você já deve ter sido assaltado muitas vezes pela sensação de total paralisia diante de um obstáculo pessoal, certo?
Lar, doce lar!
Mesmo sabendo a resposta ou o melhor passo você já sentiu que algo o constrangia por dentro a permanecer parado. Uma força quase “demoníaca” o agarrava pelo colarinho congelando suas ações.
Sabe aquela sensação antes do primeiro beijo?
Meditei muito sobre o que nos faz realmente ter medo da mudança e passei a observar os pais e suas crianças pequenas.
Naturalmente o mundo da criança é cheio de descobertas. Ela nasce completamente passiva e rendida a algumas habilidades básicas e orgânicas e é colocada num furação de revelações.
Andar, controlar esfincteres, falar e se mover com graça. Coisas que fazemos com tanta naturalidade são verdadeiras sagas para um bebê.
A grande questão surge no processo de maturação emocional.
Na relação com os pais surgem alguns embates típicos do crescimento.
Depois de passada aquela fase graciosa que a criança simplesmente obedece tudo começam os problemas.
A criança quer se movimentar, agir, importunar, mexer, chacoalhar, bater e quebrar a realidade à sua frente.
No entanto seus gestos são sempre bruscamente interrompidos e cerceados pela vontade de um adulto.
Já é famosa a ideia da quantidade de NÃOS que uma criança recebe.
O problema é mais delicado, pois interrupções e frustrações são acontecimentos naturais da vida comum, mas na cabeça da criança ela fará uma associação inconsciente desastrosa.
“Se eu me mover (e mudar) muito serei repreendido e não amado pelos meus pais.”
A mudança passa a ser vista como algo indigesto. O risco de perder a estima dos pais passa a ser maior do que o risco da descoberta. Não compensa.
Essas sucessivas reafirmações de poder que se exerce sobre a criança produz uma pessoa menos inventiva, criativa, mais passiva e conformada com o status quo.
Mudar é sinônimo inconsciente de ausência de amor. A estabilidade e o que permanece igual garante o amor.
Por isso tememos quando os cenários e as pessoas mudam, pois inconscientemente já assumimos a posição de que mudanças são fenômenos indesejáveis. Nós também passamos a repreender mudanças e sustentamos um mal estar quando os outros mudam, e chegamos a perder o amor por elas.
“Você está tão diferente…” Essa frase dita em tom triste poderia ser vista de tantas formas.
Sequer nos perguntamos o que proporcionou a demolição positiva daquela pessoa. Partimos do pressuposto que ela não irá nos amar, porque na nossa cabeça o amor é estático.
O amor que desejamos e alimentamos congela as pessoas ao nosso redor com ciúme, possessividade, chantagens e outros artifícios.
O mais alarmante é que essa inibição foi iniciada na infância, no entanto ela e é perpetuada em nós, por nós e nos outros.
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PS: Os pais perguntarão o que devem fazer com as crianças quando elas tentarem destruir a mesa da sala. Canalize os impulsos dela em outra direção (ou se estiverem a fim descobrir a mesa da sala junto), ou seja, os pais são convidados a mudar a cada movimento e mudança dos filhos. O desapego de si mesmo pode garantir algum sucesso na arte de educar os filhos.

GRANDES MUDANÇAS, PEQUENOS GESTOS

GRANDES MUDANÇAS, PEQUENOS GESTOS

Posted 1210 dias ago by 
Quando as pessoas vem para terapia elas esperam grandes mudanças. Acho legítimo esse desejo. No entanto, corre-se um risco grande. Grandes mudanças não acontecem subitamente.
Só um por dia
Pelo fato de vivermos num mundo acelerado e de mudanças rápidas assumimos que tudo deve seguir no mesmo ritmo.
A realidade psicológica de uma pessoa é um tecido delicado construído ao longo de muitos anos. Ele é resultado de múltiplas variáveis tecidas a muitas mãos. Pai, mãe, irmãos, amigos, professores, parentes, estranhos, desafetos, condições climáticas, financeiras e emocionais.
Cada comportamento seu pode ser analisado por múltiplos ângulos e perspectivas. Ele remete a grandes padrões de comportamento. Cada pequenas atitude é resultado de centenas de outras pequenas atitudes.
Uma ação impensada ou involuntária cria uma ação construída. Ação após ação, gesto após gesto e temos um hábito. Hábito após hábito e temos um comportamento. Comportamento após comportamento e temos um traço de personalidade. Um traço de personalidade após outro e temos o que chamamos EU.
O que você chama EU é um punhado de uma série interminável de pequenas repetições.
Para aprender qualquer língua nova ou adquirir um conhecimento novo exigirá repetição.

QUERER EVITAR O SOFRIMENTO PODE CAUSAR MAIS DOR

Seu reflexo será prioritariamente com a mão direita. Não adianta pensar que, milagrosamente, sem esforço, treino ou dedicação começará a ser ambidestro ou canhoto. Com a personalidade ocorre o mesmo; então aquilo que você chama de “meu jeito de ser”, que surge quando alguém “tira sua paz”, só revela que sua paz era uma cobertura muito fina de controle até que você seja contrariado. A pessoa pacífica é aquela que cultiva uma mente aberta, não restritiva ou preconceituosa, que está disposta ao diálogo e ao entendimento mútuo. Quando provocada, por hábito ela não reagirá mal ou de forma bruta, pois não está condicionada à isso. Já a mente reativa, que adota o toma-lá-dá-cá agirá como um trem desgovernado porque é o que carrega consigo. Se o seu chefe, sogra, cunhado, parceiro amoroso provoca o que há de pior em você, é porque esse pior já existe pronto para sair do forno e só estava esperando um motivo moralmente justificado (na sua visão tendenciosa) para se manifestar. Sem segredo. Ninguém tira sua paz se ela existe de fato em você.

Inveja

Sou um invejoso em recuperação. Estou há 789 dias limpo, sem uso de inveja. Não foi uma luta fácil, perdi várias vezes na vida e acabei vendo meus melhores dias passarem em vão. Confesso que era do tipo discreto, longe daquelas pessoas que falam mal dos outros ou até passam rasteiras no compadre. Era daqueles que sentem o coração murchar quando vêem alguém conquistando algo.
Coloque-se no meu lugar. Até os 22 anos eu nunca tinha dado um beijo na boca, ao mesmo tempo que todos os meus amigos e colegas me pediam conselhos amorosos. Todos se davam bem e eu ficava com meus bons conselhos sem utilidade para mim. Inveja na certa.
Na infância meus pais, afetados pelo plano Collor, tiveram que vender telefone, carro e me mudar para uma escola pública na quinta série. Os antigos amigos seguiram suas vida normalmente e eu fiquei ilhado na minha vergonha de tempos de vacas magras. Inveja dos brinquedos e vídeo-games que eles tinham. Eu acabava amargando aqueles dias em que me deixavam pegar um pouco no controle para me divertir até resolverem tomar de minhas mãos a alegria.
Na faculdade eu era provavelmente o cara que estudava por causa de uma bolsa recebida pela morte recente do pai. Todos estavam se divertindo nos bares da Rua Maria Antônia, e eu na biblioteca estudando sem parar. Não confessava, mas rolava uma inveja toda sexta-feira quando eu via as pessoas indo se divertir.
inveja2
Gradualmente muitas coisas mudaram e fui ganhando destaque na minha vida. Parece que o conhecimento e ostracismo antigo me garantiram algum lugar ao sol no campo da psicologia. Namorei uma amiga, depois me juntei com outra, fiquei solteiro, me diverti um bocado e encontrei o amor da minha vida. Mas em muitos momentos deste progresso eventualmente observava que a inveja não ficava menor. Até que decidi torná-la tema principal na minha própria terapia.
Foi um processo doloroso notar como minha inveja se alimentava de três aspectos que eu negava em mim: minha mesquinhez emocional, minha competitividade velada e meu orgulho em pedir ajuda e precisar das pessoas. Foi assim que comecei a enfrentar lá nos meus vinte poucos anos essa fera interior.
A mesquinhez atuava como um guardião da segurança, mas que impedia que eu ousasse. O invejoso é sempre covarde consigo ao mesmo tempo que “admira” quem se arrisca. Passei a me aventurar mais.
A competitividade era a maneira que encontrava para me colocar para baixo. Sempre olhava figuras inatingíveis e perdia de vista meu próprio parâmetro. Se caso eu chegasse num patamar acima, já me ancorava numa figura muito além de mim e ficava sempre com a sensação de insuficiência. Passei a me guiar por metas próprias; isso diminuiu a sensação de ser pequeno, pois em relação a mim mesmo eu já era um gigante.
Já no que se refere ao orgulho, comecei a fazer duas coisas. Admitir os erros sem me condenar e pedir ajuda para as pessoas que eu invejava. Ao invés de criticá-las mentalmente, como um bom invejoso faz para se sentir menos humilhado, eu ia até elas e pedia para aprender algo com elas. Cresci muito e ganhei novos amigos.
Gratidão, sabedoria e generosidade deram lugar à competição, ao orgulho e à mesquinhez. Um pouco pelo menos. Hoje, quando a inveja tenta soar o alarme dentro de mim, já sei que meu suprimento de energia emocional está baixo e que preciso fazer algo para não me concentrar na grama do vizinho. Afinal, já aprendi que todos temos um pouco de grama amarelada em algum ponto da vida. O Nicolas Sparks, autor de dezenas de best-sellers, já não me perturba mais hahaha.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Há alguns dias, nós demos a nossos leitores algumas dicas interessantes para quem busca uma maneira de se comunicar com mais eficiência. A verdade é que um bom discurso pode muita coisa, inclusive influenciar pessoas. O List Verse reuniu uma lista com truques psicológicos que algumas pessoas usam para influenciar as outras. Confira alguns deles a seguir e depois nos conte: será que alguém já usou estas táticas com você?

1 – A teoria do favor

Um episódio ocorrido na vida de Benjamin Franklin pode ilustrar bem essa coisa de favor. Conta a lenda que Franklin certa vez quis conquistar a simpatia de um cara que não gostava dele – missão impossível? Pelo visto, não. O inventor resolveu pedir para que esse desafeto o emprestasse um livro raro e, quando recebeu o volume, agradeceu o empréstimo com toda a gentileza possível.

Depois desse gesto, o homem que não simpatizava com Franklin acabou se tonando amigo dele. A lógica é a de que o favor pessoal aproxima as pessoas e, antes que você saia por aí falando que uma coisa não tem nada a ver com outra, saiba que um grupo de cientistas resolveu testar essa lógica de Franklin.

Em um grupo de voluntários, alguns fizeram favores aos pesquisadores. Depois, todos os participantes avaliaram a pesquisa. Adivinha só: aqueles que fizeram favores aos cientistas deram notas maiores ao estudo. A lógica é: se uma pessoa faz um favor a você, ela vai pensar que você é uma pessoa por quem vale a pena fazer algum esforço e, por consequência, pode acabar gostando de você.

2 – Use o nome da pessoa

O autor de “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, Dale Carnegie, reforça, em sua obra, a importância de fazer referência às pessoas usando seus nomes e, em alguns casos, títulos como “doutor”, “professor”, “especialista” e afins. Segundo Carnegie, o nome de uma pessoa é, para ela mesma, o som mais agradável em qualquer idioma.

A verdade é que nosso nome é uma parte fundamental de nossa identidade, e escutá-lo nos dá uma espécie de reafirmação de nossa existência, ainda que inconscientemente. Dessa maneira, ficamos mais inclinados a gostar da pessoa que cita nosso nome em uma conversa.

É preciso ter cuidado, no entanto, para não acabar forçando a barra e falando o nome do seu interlocutor várias vezes seguidas. Isso tira de você o título de bom de papo e o leva ao nicho de puxa-saco, que, convenhamos, não é uma posição das mais interessantes.

3 – O elogio

Por mais óbvio que pareça, vale sempre reforçar: pessoas gostam de receber elogios. No entanto, é bom que o elogio seja sincero, ou você só vai piorar a situação e, de novo, parecer um puxa-saco incansável e patético. Para essa questão, contamos novamente com os amigos cientistas, que gostam de colocar as coisas em prática e nos dizer se realmente dão certo.

Um estudo publicado na Universidade de Leicester relatou que as pessoas tendem a procurar por uma espécie de “equilíbrio cognitivo” na tentativa de deixar seus pensamentos e sentimentos organizados. Se você elogiar alguém que tem uma autoestima boa e se o elogio parecer sincero, essa pessoa passará a gostar mais de você.

Por outro lado, se você elogiar alguém com baixa autoestima, há uma chance de essa pessoa gostar menos de você, porque seu elogio interfere na imagem que ela tem de si mesma. Então, resumindo, elogie; mas, antes, busque perceber melhor a forma como a pessoa lida com elogios.

4 – Espelhe-se no comportamento alheio

Algumas pessoas têm mais facilidade na hora de se inserir em um novo grupo. Nessas ocasiões, elas reparam na forma como as pessoas estão se comportando e passam a imitar esse comportamento, o que inclui até mesmo adotar padrões diferentes de discursos. Esse quase mimetismo pode ser usado propositalmente e vai garantir quem estiver à sua volta goste mais de você.

Pesquisas recentes já comprovaram que as pessoas tendem a ir com a cara de quem é parecido com elas, seja na maneira de se comportar ou nos detalhes relacionados ao discurso. Ou seja: cientificamente falando, tendemos a gostar mais daquelas pessoas que nos imitam. Bizarro, né?

A questão tem a ver com a noção de identidade pessoal de cada um. Quando vemos traços do nosso comportamento em outra pessoa, acabamos achando que esses traços são normais e, em consequência, ficamos satisfeitos por essa validação comportamental. De novo, o mesmo conselho: se você resolver usar essa tática propositalmente, cuidado para não deixar que isso transpareça.

5 – Usando bem o cansaço

Essa é fácil de entender: se nos pedem para fazermos algo quando estamos muito cansados – no final do expediente ou nos últimos minutos da última aula, por exemplo –, tendemos a dizer a boa e velha sentença: “Posso fazer amanhã?”. Esse é o segredo. No dia seguinte, a pessoa vai se comprometer a fazer o que foi pedido no dia anterior, quando ela estava cansada.

Por mais que isso pareça controverso para algumas pessoas, a verdade é que tendemos a honrar nossa palavra e a cumprir aquilo que prometemos. Então, se você quer que uma pessoa faça algo para você, peça isso a ela no momento em que ela estiver cansada, assim a tarefa que você quer que ela faça vai estar no topo das prioridades dela no dia seguinte.

6 – Em etapas

Se você precisa que alguém faça alguma coisa, comece pedindo algo simples e, depois, reformule seu pedido. As pessoas tendem a aceitar outras requisições de tarefas quando já estão fazendo alguma. Em vez de solicitar uma lista de grandes favores, peça uma coisa só e depois inclua outras.

Em um teste recente, pesquisadores avaliaram essa lógica em um ambiente de consumo. As pessoas, primeiro, eram convidadas a se mostrar favoráveis à preservação ambiental, o que, claro, é uma tarefa fácil. Depois, elas se mostraram mais inclinadas a comprar produtos relacionados com o meio ambiente. A dica é não ir de um pedido a outro rapidamente – essa técnica é mais efetiva se você espera um ou dois dias antes de fazer o segundo pedido.

7 – Aprenda a discordar

Corrigir alguém é péssimo caso você queira que ele goste de você. Você pode até discordar de uma pessoa e deixar isso claro, mas é bom evitar dizer que ela está errada. Se você acha que isso é impossível, saiba que existe uma técnica infalível para esse tipo de situação. Ela é conhecida como “Ransberger Pivot” e foi inventada por Ray Ransberger.

A ideia é basicamente ouvir o que o interlocutor tem a dizer e aí buscar entender como ele se sente e por que se sente dessa maneira – a tal empatia. Aí, você explica que entende o que ele quis dizer e, a partir daí, explica a sua posição, sem necessariamente apontar que a da outra pessoa é errada.

8 – Repita

Quando você repete para a pessoa o que ela acabou de falar, você coloca em prática uma das técnicas mais eficientes para fazer com que alguém vá com a sua cara e seja influenciado por você, sabia? Isso é conhecido como escuta reflexiva.

Alguns estudos já provaram que quando terapeutas usam a escuta reflexiva, seus pacientes tendem a revelar mais emoções e a desenvolver uma relação mais intensa com o profissional. A técnica é basicamente ouvir o que a pessoa fala e, na hora de comentar, repetir o que ela acabou de dizer, complementando o raciocínio. Isso mostra que você se importa com ela e que vai fazer com que ela passe a se importar com você também.

9 – Concorde com a cabeça

O simples fato de movimentar a cabeça de cima para baixo enquanto uma pessoa está falando já vai fazer com que ela preste atenção em você. Além do mais, já se sabe que acenar com a cabeça vai fazer com que o interlocutor faça o mesmo – de novo aquela coisa do mimetismo.

Então se você quer impressionar, acene com a cabeça várias vezes durante uma conversa, mostrando que concorda com aquilo que está ouvindo. Assim que você falar, o interlocutor vai se sentir motivado a balançar a cabeça também, o que pode levá-lo a concordar, de fato, com o que você diz.

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E aí, essas dicas fazem sentido para você? Acha que vale a pena colocar alguma delas em prática? Conte para a gente!

FONTES List Verse/Gregory Myers
IMAGENS Shutterstock List Verse

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

20 DICAS PARA RESOLVER PROBLEMAS DE VERDADE

20 DICAS PARA RESOLVER PROBLEMAS DE VERDADE

Posted 673 dias ago by 
* Por Frederico Mattos
1 – Não tenha dó de si (enfrente o que existe de difícil na sua vida).
2 – Olhe os outros pelos outros (e não pelo que interessam a você).
3 – Deixe um pouco de lado seu vício de colocar seus desejos acima de tudo.
licao
4 – Se desapegue da necessidade de ter todas as suas vontades atendidas.
5 – Pare de perguntar a origem do seu comportamento problemático e apenas aja na direção contraria dele.
6 – Desista de tentar esquecer as pessoas que passaram na sua vida, você não tem problema de memória, apenas ressignifique a importância que dá a elas.
7 – Aprenda a se comunicar com clareza.
8 – Pare de adotar sua opinião como se fosse uma verdade universal. E assim pare de reclamar (e colocar uma lente de aumento em impasses banais).
9 – Abandone a autoilusão de que é menos do que gostaria de ser ou mais do que realmente é.
10 – Coloque o amor no seu devido lugar e pare de transformar seu relacionamento (ou a falta dele) numa ideia fixa de religião pessoal.
11 – Aprenda a ficar só e enfrentar os seus demônios.
12 – Se você que é anfitrião de sua vida não cuida dela bem não espere que os outros façam diferente.
13 – Se você ainda lamenta dizendo “tudo acontece comigo” entenda que é redundante, afinal tudo o que acontece em sua vida é realmente com você.
14 – Se sua opinião contraria a realidade, abandone sua opinião.
15 – Se a sua imaginação não corresponde aos fatos, fique com os fatos.
16 – Não tente resolver um problema do mesmo jeito que o criou.
17 – Não fique remoendo o passado, um amor frustrado ou uma oportunidade perdida, deixe a vaidade de ter controle sobre o que não tem controle de lado.
18 – Não reclame da inutilidade dessa lista se você nem tentou colocá-la em prática.
19 – Não espere resultado imediato, pois imediatismo é irmão do egocentrismo, provável causa de seus problemas.
20 – Imaginar ou se queixar que os itens da lista são distantes ou impossíveis é o mesmo que dizer “gosto do meu problema, levei muito tempo para criá-lo”

0 coisas que você deveria desejar nesse começo de ano Para fugir do clichê de saúde e dinheiro no bolso

10 coisas que você deveria desejar nesse começo de ano

Para fugir do clichê de saúde e dinheiro no bolso
Muito dinheiro no bolso e saúde para dar e vender! O brinde-jingle-de-ano-novo é aquele bom e velho clichê no qual mal pensamos, desejamos automaticamente sem entender o que queremos de verdade. 
Afinal mesmo com saúde e dinheiro, não ficamos em paz, então eu queria fazer algumas sugestões mais relevantes para sua virada ano:

1. Liberdade interna

Diferente de aumento de espaço físico, viajar para lugares paradisíacos, fazer o que tiver vontade, euforia no meio da estrada ou não receber ordens, a liberdade é um tipo de capacidade de deliberar com o mínimo de condicionamento restritivo. 
Uma pessoa que só vive fazendo mochilão pode estar tão asfixiada quanto um funcionário workaholic de multinacional. Alguém que vive praticando o "bem" pode estar tão preso nesse script quanto o bad boy cheio de opinião. 
Liberdade parece mais uma habilidade de atravessar aquela tentativa da nossa mente de solidificar a vida num frasquinho de certeza. No ano que começa trabalhe nisso.

2. Desejos mais conscientes

Se você apenas ajoelha e obedece tudo o que passa no campo dos seus desejos então você será refém do consumismo, da sua gula, do egocentrismo, da sua arrogância e até da necessidade compulsiva de ficar pregando a paz na Terra e perdendo oas amigos com sua chatice. 
Qualquer tipo de desejo, dos mais nobres aos mais imediatistas, se passarem invisíveis ao seu radar consciente levarão você inevitavelmente de objetos em objetos sem parada só para que você fique satisfeito. 
O resultado será só mais insatisfação.

3. Capacidade de gerar felicidade

Estar cercado de mimos é até fácil, mas conseguir captar um sorriso genuíno de alguém parece ter um efeito reverberante muito mais poderoso. Essa cadeia de gentilezas e de olhar atento ao caminho do outro cria um ciclo de cafuné coletivo. 
O meio ambiente agradece e quem mora na sua casa também.

4. Resiliência para os dias difíceis

O ano certamente trará chances para você se agarrar naquilo que acha que o fará feliz, mas esconde uma dose grande de sofrimento pelo apego. Eu desejo que você consiga perceber que está idolatrando algo mais do que deveria para resistir ao impulso de ficar aprisionado na sua própria alegria e por isso ficar incapaz de usufruir a vida com leveza. 
Ao conseguir resistir ao impulso de se fechar numa ideia, lugar ou pessoa, os dias difíceis tendem a ser mais fáceis.

5. Capacidade de negociar com seus próprios desejos

Se eu desejar muito dinheiro no bolso, posso afirmar que nem toda fortuna existente do mundo conseguirá pagar o que seu desejo. 
Espero que você não tenha tudo o que deseja e possa ficar bem com isso.

6. Saber reconhecer os movimentos internos

Quero que você consiga ter um GPS interno para se guiar nas suas rotas pessoais, que consiga não se perder em si mesmo com atitudes impulsivas, reativas e que estejam desconectadas de seus valores internos. 
Quero que você saiba mergulhar com mais facilidade para dentro antes de sair desembestado tomando grandes ou pequenas decisões que fecharão seu caminho.

7. Lidar com a incompletude da vida

Desejo que você lide com o fato de que sempre haverá uma dimensão de incompletude na vida. Você só se torna esse poço de inconformação e insatisfação por que ainda tem uma esperança de algum dia isso ser saciado. 
Não, não haverá algum momento em que você terá chegado no topo da montanha, não há topo e nem montanha.

8. Parar de sonhar com realidades mágicas

O que é uma realidade mágica? É aquilo que causa angústia só de pensar, por que é muito grande, descolado de qualquer senso de realidade, que carece de qualquer planejamento e está tão fora de sua área de influência que chega a doer. 
Espero que você consiga olhar ao redor e consiga reconhecer quanta beleza já existe na sua vida, mesmo essa porção fragmentada, manca, incompleta, estranha e contraditória.

9. Assumir que nada acontece se você não gerenciar o medo

Se você ainda insistir que só uma meta vai salvar sua alma e seu ano, então desejo que aprenda a conviver com o medo constante do fracasso, da perda, do desapontamento, da rejeição e do "quase". 
Se quer garantia absoluta e nenhum medo então você não entendeu nada sobre atingir metas. Aquilo que você acha que deseja mais que tudo só tem essa magnitude pois está fora de sua zona de conforto. 
Seu próximo passo já está calculado e pré-aprovado? Espere chegar no final do ano que vem.

10. Parar de achar que as listas são autorrealizáveis

Essa lista não tem o poder de se realizar porque você achou ela incrível ou disse no fundo do seu coração "vou realizar". Não. 
Ela precisa de pequenas doses de treino diário. São posturas mentais, muito mais do que flexões ou abdominais, mas que para terem resultado seguem a mesma disciplina de academia. Só boa vontade não resolve nada.
As perguntas que você deve se fazer, de acordo com essa lista são: eu realmente vou me limitar a isso? O que eu realmente desejo? Eu posso facilitar a vida de alguém? Estou preso ao meu sofrimento? Estou conectado aos meus valores? O que se passa dentro de mim? O que não aceito nessa vida? Estou mirando para muito longe de mim? Posso lidar com esse medo?
Feliz ano novo!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Como ser respeitado

 

    
A todo o momento escuto pessoas se queixando que não são respeitadas, se queixam que seus filhos não lhes respeitam, que seus chefes ou companheiros de trabalho não lhe dão respeito ou que são desrespeitados pela esposa/marido e até pelos filhos. O que fazer para ser respeitado? E sobre isso que vamos falar:   

Como ganhar respeito 

Confie em si próprio
   É difícil ter respeito por alguém balbuciante e inseguro. Se você quer ser respeitado é necessário ter autoconfiança. E isso só vem a partir do momento em que você adquire a convicção de estar fazendo a coisa certa no momento certo. Para tanto fale apenas daquilo que tem certeza, tenha as suas opiniões e decisões embasadas em fontes confiáveis.


Saiba a hora de brincar
    Falar coisas indevidas e brincadeiras sem graças tiram o respeito de qualquer um. Você não precisa ser um chato, mas é necessário saber quando e com quem brincar.
 
Maneire na simpatia
    Existe quem acredita que para ser aceito e bem quisto pelos demais é necessário estar sempre sorrido e dizer sim para tudo o que lhe pedirem. Bobagem as pessoas gostam de quem lhes frustram (não o tempo todo). Quando o seu sorriso é mais difícil, as pessoas irão se esforçar mais para agradá-lo (a). Essa necessidade de agradar os outros pode ser decorrente de uma baixa autoestima, veja como ter mais autoestima.


Seja constante
   Não dá para respeitar alguém que uma hora diz uma coisa e logo depois fala outra totalmente diferente.  Também não dá para confiar em uma pessoa que vive de uma forma destoante daquilo que fala. Seja coerente e vai ser mais respeitável.

Mantenha a calma
    A capacidade de manter-se calmo mesmo nas situações difíceis é algo admirado por todo mundo. Quem sabe manter a calma mesmo sobre pressão consegue tomar decisões racionais nos momentos de crise e faz com que suas palavras tenham muito mais valor.

Medo não é respeito
    

Quando você grita e fica nervoso pode até intimidar os outros, porém isso não é respeito. Quando as pessoas têm medo de você, eles te “respeitam” apenas quando está presente. O respeito verdadeiro perdura até na sua ausência. Além disso, o medo funciona apenas enquanto você detém poder (dinheiro, força física, prestigio etc.) e essas coisas passam e a situação muda (deixa de ser patrão, fica doente...). 


Faça bem suas tarefas
   Seja no trabalho, em casa, com a família ou com os amigos, você sempre será incumbido de alguma tarefa. Quem é capaz de realizar os seus compromissos na hora marcada e com qualidade ganha o respeito dos demais.
     
Cumpra o que promete
   Existe um provérbio chinês que diz que as palavras de um homem devem ser como o relâmpago e o trovão, um sempre vem após o outro. Podemos substituir a palavra “homem” por “alguém respeitável”. Pense nos políticos desse país, eles não são respeitados justamente por não cumprirem as suas promessas, na verdade eles são as maiores vítimas de piadas e chacotas justamente por esse motivo. Alguém que tem palavra é respeitada onde quer que ela vá. Se não puder cumprir algo não prometa e se por qualquer motivo não der para fazer o que prometeu dê satisfação.  

Se vista bem
    Pode ser uma bobagem ou preconceito das pessoas, mas a verdade é que alguém bem vestido recebe mais respeito e atenção do que alguém mal trapilho. Não é a toa que os grandes palestrantes tendem a se vestir em trajes sociais durantes sua conferencias (quando homem de terno e gravata). Não é necessário estar vestido de gala o tempo todo, mas roupas limpas, em bom estado e combinando são essenciais.    

Respeite os outros
    É primeira regra para conquistar respeito. Tratar as outras pessoas da forma como gostaria de ser tratado, com cordialidade e educação. Siga os protocolos sociais e lembre-se de pedir, por favor, e dizer obrigado para quem quer que seja. Lembre-se que você não sabe tudo e nem é o dono da verdade ouça o que os outros têm para dizer.

     Respeito é algo que se conquista, para tê-lo você precisa fazer por merecer então lute pelo respeito que você deseja.  

    Elieldo Mascera Santos

    Seja feliz!

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